HQ no cinema

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Depois de Batman, meu super-herói predileto sempre foi o Homem Aranha. Talvez eu não tivesse me dado conta disso antes, mas ele sempre foi o mais engraçado, o mais esperto, com tiradas inteligentes e bem humoradas. Esse lado irônico dele só transparecia quando vestido de Homem Aranha. Como Peter Parker, ele sempre foi mais introspectivo, meio tímido, na dele. A quantidade de porradas que o Homem Aranha levava era incrível. Ele reclamava à bessa, mas nunca desistia e, no final, vencia, é claro.
Em 1989, quando Batman fez 50 anos, a Warner lançou o primeiro filme do Tim Burton sobre o Cavaleiro das Trevas e eu fiz questão de assistir ao filme no dia da estréia aqui no Rio. Me lembro da emoção ao ver a mansão Wayne, gótica e dark como ela deveria ser e o prazer em visualizar “em carne e osso” um universo no qual eu sempre tinha vivido apenas em desenho. Depois, quando Tim Burton fez o segundo filme do Batman, com Michelle Pfeiffer fazendo Selina Kyle, foi a realização de todos os meus sonhos. “Batman Returns” é ainda mais sombrio que o primeiro filme e os cenários, caracterizações e roteiro são primorosos.
Ontem fui assistir “Spider Man”. Telão grande, pipoca e coca-cola, pessoas amadas em volta. Cinema é a maior diversão. Minha excitação era grande, a expectativa enorme. Peter Parker na minha mente tinha que ter a cara de um Casper Van Dien ou outro bonitão de queixo quadrado. Tobey Maguire, entretanto, não me decepcionou.
Amei o filme!
Amei os cenários, amei o uniforme dele, o roteiro que mostra tão claramente como Peter Parker era um cara super comum, igual a qualquer outro e, por pura sorte, eu diria, foi atacado por uma aranha super-poderosa e ganhou poderes tão maneiros que o permitem escalar prédios, saltar longas distâncias, soltar uma rede que agüenta o seu peso e de mais um bando de coisas e ainda tem uma espécie de “radarzinho” que o avisa quando algo estranho/perigoso está para acontecer. Quem é que não iria querer algo assim? Claro que, depois de perceber o poder nas mãos, e porque ele não tem má índole, foi bem criado, tal, vê que tem, obrigatoriamente, que usar seus poderes para o bem. “With great power comes great responsability”, foram as últimas palavras do tio Ben para Peter.
Mais importante de tudo, pra mim, foi, novamente, ter aquela sensação de ver um universo tão familiar em desenho ganhar vida! A atriz que faz a tia May é TÃO igual à tia May dos quadrinhos que chega a ser assustador. Até as rugas ao redor da boca são iguais!! O penteado da Mary Jane na seqüência inicial do filme também é idêntico ao que ela usa nos quadrinhos e por aí vai. O patrão do Peter também é extremamente fiel ao “original”. Willem Dafoe tá meio caricato demais pro meu gosto, mas nem sei se é culpa dele ou do papel mesmo. Todo vilão de quadrinhos é meio excessivo, né? Nos quadrinhos Osborn e seu filho não tinham nada a ver com Willem Dafoe e James Franco, mas em relação a esse último isso não foi problema algum. Franco, como o amigo ricaço de Peter, filho do vilão, ignorado pelo pai e inseguro até a ponta dos cabelos, está magnífico! Ele é frágil e tocante. Me fez pensar um bocado na sua performance como James Dean que lhe rendeu um Emmy esse ano. Esse garoto vai longe.
Voltando ao filme e ao prazer que senti durante a projeção, quem não gostaria de sair “swingando” pelas avenidas de New York, pulando de um prédio pra outro, olhando tudo de cima, “tomando conta” da cidade?
Ah… eu bem ia gostar disso! :^)))))

2 thoughts on “HQ no cinema

  1. E eu que fui apaixonada pelo Fantasma de acreditar que ele gostava de mim hahahahahah
    E que fiasco no cinema hein/
    Muito bacana seu texto Moa.
    beijospors dois.
    meg lee

  2. Eu ainda nao fui ver esse filme, Moa….
    E nem sei se eu vou ver.
    Como uma autentica ‘freak’ – que eu sempre fui e acho que continuo sendo – meu super heroi predileto sempre foi o deprimido Principe Submarino… Ha Ha Ha!
    BeiJuS!!!

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