Porque Minority Report é um filme do Steve Spielberg e tem o Tom Cruise no papel principal, já ficou todo mundo naquele frenesi pra ver o que iria rolar. Confesso que eu também fiquei animada. E saí do cinema um pouco decepcionada, pois estava esperando um outro tipo de trama. Fiquei até um pouco chocada com a banalidade da estória.
Mas o filme vale o ticket. É divertido, muito bem feito, a parafernália da cenografia futurista está caprichadíssima, os atores estão bons e a música incidental do John Williams ajuda a deixar você na beira da cadeira o tempo todo. O único problema é a estória, que é apenas mais um clichê de thriller policial de suspense.
O detetive John Anderton [Tom Cruise] é chefe de uma divisão especial de prevenção de crimes no ano 2054. Ele é um obcecado pelo trabalho que faz, em parte devido à tragédia que destruiu a sua família, quando o filho foi seqüestrado e morto. Ele trabalha no bem sucedido programa Pre-Crime, onde eles usam três pessoas paranormais, filhos de experiências genéticas e país drogados chamados Pre-Cogs, que podem prever o futuro. Eles vêem os crimes antes que aconteçam e ajudam os policiais a preveni-los. O crime premeditado foi eliminado completamente através desse programa.
Mas as eleições estão chegando e um auditor do F.B.I. [Colin Farrell] é enviado para tentar achar falhas no programa. O diretor do projeto [Max von Sydow] está preocupado em manter o Pre-Crime funcionando e o detetive Anderton acaba vendo a premonição de um crime que ele irá cometer e acaba se tornando vitima do sistema, em que ele acreditava cegamente. Claro que ele está sendo traído por alguém que ele confiava [não posso dizer mais nada, pois senão vai ficar muito fácil adivinhar o final].
O detetive vai tentar provar sua inocência e no caminho vai descobrir que o sistema não é mesmo perfeito e que comete um monte de injustiças. Até o final Spielberguiano, vamos ver muitas cenas de ação que poderiam estar em qualquer filme do diretor John Woo.
Minority Report é o Metropolis desse novo século. Com a diferença que Spielberg pôde usar recursos técnicos inacreditáveis, ter o quase quarentão Tom Cruise no elenco e ousou encher o filme de merchandising. Perdi a conta de quantos: relógios Bulgary, American Express, The Gap, Ben & Jerry’s. E ainda eu juro que vi o diretor Cameron Crowe numa ponta, lendo um jornal high-tech no metrô, numa das primeiras cenas de fuga do personagem do Tom Cruise. Divertido! Mas quantas vezes nós já não vimos essa mesma estória ser contada de maneira mais simples ou diferente??

3 thoughts on “Minority Report

  1. Não é uma opinião é uma curiosidade:
    Sei que o filme é de 2002, mas gostaria de saber quando que Minority report veio para as telas do cinema brasileiro.
    Qual o mês e ano?
    Grata,
    isabela

  2. Poisé… querida Fezoca!
    Foi no que pensei quando vi o trailer no cinema.
    Metrópolis. E história em quadrinhos, também.
    Sei lá, Enki Bilal, talvez Alan Voss. Esperamos para ver.
    Bjos,

  3. Oi, Fer!
    Teremos que esperar até agosto para que eu possa dar minha própria opinião sobre o filme, mas parece que vai ser daqueles sobre os quais todo mundo vai ter algo a dizer, bem ou mal.
    No caderno B do JB de hoje há uma matéria sobre ele cujo título é simplesmente SPIELBERG FAZ SUA OBRA-PRIMA. Bem, ela é assinada pelo Gerald Thomas o que me deixa com trinta pulgas atrás da orelha e uma pré-disposição a não gostar, já que ele gostou 🙂
    Mas o que quero dizer mesmo é que ele comenta a quantidade de citações e homenagens no filme (o que você considera clichês). Eu acho que vou ficar mesmo boiando, porque muitas das coisas que ele viu eu sequer sabia que existiam. Se precisa de tudo isso para gostar do filme eu me recolho a minha insignificância e ignorância e passo. 🙂
    Só que não resisto, né? Estou louca para conferir.
    Beijo,
    CC
    P.S. Este blog é o que há!

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