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Talvez seja o fato do assunto em si me interessar. A culpa. O medo. O perigo. O tesão. A segurança da família. Talvez seja porque eu gosto de Nova York e sinta um carinho bobo por qualquer filme passado lá e nos arredores. Talvez ainda seja porque eu também gosto do Richard Gere, da Diane Lane e do Olivier Martinez mesmo que nenhum deles figure nas minhas listas de prediletos.
Não sei bem ao certo, mas o fato é que eu gostei de “Infidelidade” (Unfaithful), um filme que tinha tudo pra não agradar. Por uma razão, pelo menos: como tem clichês nesse filme! Deus do céu! Eu sou muito “bonzinho” e gosto de tudo quanto é filme. Não sou muito exigente, eu acho. Tanto que gostei desse. Mas é tãããoooo cheio de lugares comum que a gente perde as contas. A mulher trai o marido e a vida deles praticamente acaba. É como se ela tivesse que ser castigada por ter feito algo errado. Nesse ponto o filme é moralista e isso me incomodou. No auge do conflito entre o casal (uma cena tranquila, mas numa fase difícil da história) o filho deles acorda de noite e vem chorando pra mãe, pois fez xixi na cama. Ele não presencia briga alguma, não ouve grito algum, mas mostram o garoto com o pijama molhado de xixi pra indicar que ele também estava “sofrendo as conseqüências” da crise entre o casal. Que bobagem.
O filme é dirigido pelo Adrian Lyne que fez sucesso com “Nove Semanas e Meia” (e não foi ele quem dirigiu “Atração Fatal”?? – gotta check it – Outro filme de traição e castigo) e outros não tão bem sucedidos. O cara é famoso, tem ainda um nome a zelar e me deixa aparecer o microfone em TANTAS cenas que eu até perdi a conta! Sabe que eu NUNCA reparei em microfones aparecendo no alto do quadro e nesse filme eu, literalmente, perdi a conta!! Teve uma hora em que eu cheguei a reparar no microfone sendo virado de um lado para o outro, dependendo de quem tava falando. Fiquei visualizando o cara do microfone virando-o de lá pra cá, seguindo o diálogo.
Enfim, o filme é cheeeeeeeio de defeitos. Mas eu gostei! Hahahahaha!! É engraçado dizer isso, né? Mas, bem, vamos levar em consideração que há tempos eu não ia ao cinema. Fui sozinho e isso é outra coisa que há séculos eu não fazia. Ir ao cinema sozinho é algo que eu adoro fazer. Tão “íntimo e pessoal”, eu acho. Um momento de prazer meu, só meu. Tudo isso colaborou. E depois, os rostos conhecidos, as boas atuações (eu achei) dos três, o cenário todo e a tal da traição.
Essa parte complica. Eu não gosto de traição (quem gosta?), mas a gente sofre tentações o tempo todo, certo? Tem sempre alguém gostoso que passa perto, lança olhares e a gente percebe que se quiser, pode “aprontar”. Mas daí eu paro e penso, “e vou correr o risco de estragar algo tão bom, tão bonito e seguro, como eu tenho? Não…” Ao ver a personagem da Diane Lane cedendo a tentação, se remoendo de culpa e prazer, eu não pude evitar, me senti muito próximo a ela. E toda a experiência só me fez querer sair do cinema e correr pra casa, pros braços do meu amor. Sem nem olhar pros lados.
;^))))
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One thought on “www.unfaithfulmovie.com

  1. Entendo-o perfeitamente! 😀
    Tá certo, corre mesmo, um amor assim é único e deve ser sempre preservado. 😀
    beijos, eu adoro vir aqui e te ler, moço querido.

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