“Que Enganação!!” Foi repetindo essa frase que eu saí do cinema ontem à noite, depois de ver o novo filme do M. Night Shyamalan, Signs. Eu me senti enganada pela mídia, que está numa puxação de saco indecente com esse diretor. Dias antes eu comprei uma Newsweek com ele na capa e o título de The Next Spielberg. Ah, por favor, hein??
Depois do sucesso de The Sixth Sense, todos esperavam que Shyamalan repetisse a proeza. O que não aconteceu com Unbreakable e certamente não vai acontecer com Signs. Decepção é a palavra certa para descrever o que eu senti assistindo Signs. E me senti enganada pelo diretor e pela mídia.
Em Signs, o pastor Hess [Mel Gibson] perde a esposa num acidente sem sentido e consequentemente perde a fé em Deus e abandona a igreja. Ele, os dois filhos Morgan e Bo [Rory Culkin e Abby Breslin] e o irmão ex-jogador de baseball Merrill [Joaquin Phoenix] vivem numa pequena fazenda na Pensilvânia. Um dia aparecem sinais nos campos de milho da propriedade, os cachorros ficam alucinados e o menino começa a pegar sinais estranhos no monitor de bebê. No início só as crianças acreditam que aqueles sinais são feitos por alienígenas. O pastor, que não tem mais fé em nada, só vai acreditar que os aliens estão invadindo – não só a sua fazenda, como todo o planeta – quando ele fica [quase] frente a frente com um.
A trama do filme é dura de engolir…. Os aliens são malvados e vieram ao planeta Terra para destruir e apavorar. Enquanto os aliens invadem o planeta, a família do pastor tem seu momento de questionamento sobre fé, milagres e coincidências. E quando estão à merce dos invasores demoníacos, percebem o por quê da morte absurda da mãe. [ironia] Muito profundo…. [/ironia]
O filme é um drama espiritual de terror. Nos créditos iniciais, uma música homenageando Alfred Hitchcock. A longa cena em que a familia se tranca dentro da casa e ouve o barulho assustador dos aliens do lado de fora, é uma cópia descarada da mesma cena em The Birds de Hitchcock, com a substituição dos pássaros por alienigenas. Um verdadeiro horror! Numa outra cena, um vídeo gravado numa festa de aniversário numa cidade brasileira. Pelo menos o diretor colocou os brasileiros falando português [muito engraçado, porque eles gritam “meudeus! meudeus!!’]. Mas o cúmulo da vaidade de Shyamalan é participar do filme como ator. Ele faz o papel do veterinário que dorme no volante e atropela e mata a mulher do pastor. Ele é um ator medíocre… E precisa reencontrar o seu caminho como diretor, porque com Signs ele realmente dormiu no volante e nos atropelou com uma história piegas e sem pé nem cabeça.

7 thoughts on “Signs

  1. Em primeiro lugar, deixem-me dixer-vos a todos que de facto tanto atlântico entre nós faz muita diferença linguística.
    Quanto ao maravilhoso Shyamalan, acho que desta vez meteu água. Gostei muito do “Protegido” (título do Unbreakable, em Portugal) e de “O Sexto Sentido”. Prenunciam grandes filmes, desta vez falhou. esperemos é que acerte para a próxima.
    bj
    helena, porto, portugal

  2. Oi…
    Achei interessante a sua opinião sobre Signs…
    Logo percebi que vc não tem um interesse muito grande em aliens ou coisas parecidas…Eu olhei o filme ontem e gostei muito… Antes de olhar o filme, eu pensava que ele seria mais demagógico, jamais imaginava qua haveria um “confronto” direto. Obs: não podemos esperar muito de filmes sobre aliens, pois trata-se de um assunto que nem se quer conhecemos! Este até que foi um filme bem interessante comparado com MIB e outras porcarias mais onde nós “frequentadores do mundo subdesenvolvido” (brasileiros) somos sempre salvos pelos nosssos “heros” norte-americanos (ironia).

  3. Fernanda,
    Apesar de todo o “hype” na mídia antecipando o filme Signs, as críticas que tenho lido na imprensa a partir da estréia do filme têm sido negativas, semelhantes ao que você pensou. As grandes matérias que saem na mídia antes da estréia, para deixar o espectador curioso para ver o filme, são tanto maiores quanto maior for o esforço de marketing da produção. Depois que o filme estréia e a gente acha uma porcaria, é como se a imprensa lavasse as mãos; o mesmo veículo que deu capa para Guerra nas Estrelas Episódio 2a vai dar uma crítica falando mal depois que um montão de gente já foi iludido para comprar o ingresso.
    Outro que apesar da badalação pode ser bem decepcionante é o tal do “Full Frontal”. A revista New Yorker arrasou; uma amiga minha viu esse fim de semana e também achou uma bomba.

  4. Fer,
    Achei “The Sixth Sense” um filme interessante. Já “Unbreakable” é um equívoco total. E pelo que vc diz de “Signs” não dá pra ter muitas esperanças. Só o plot do filme já é horroroso, nénão?
    Beijo.

  5. Fezoca, por que você anda tão ranzinza, hein? Acho que não vamos nos entender quando formos ao cinema juntos… Hahahahahaha!!! Ou a gente combina de ir ver filmes que já vimos antes, tipo Vertigo, Dancing in the Dark ou alguma outra unanimidade ou corremos o risco de sair do cinema discutindo! Eu gosto de sentar na frente, você gosta de sentar lá no fundão. Eu gosto da maioria dos filmes que vejo e você RECLAMA de quase todos! Você anda muito exigente, hein, queridona? Que coisa!! Eu duvido que esse filme Signs seja tão ruim assim… Mas confesso que depois de ler sua saraivada de críticas eu não tenho a MENOR vontade de ir vê-lo. Enfim… até chegar aqui eu já vou ter outra opinião. Eu GOSTEI de Unbreakable, mas eu não gosto do Mel Gibson. Vejamos quando chegar a hora, se não tiver coisa melhor pra ver… Hehehe!!
    Beijocas pra cinéfila mais exigente que eu conheço! ;^))))

  6. Oi,
    Independente do filme, muito bom esse site, moça! 🙂 Eu ainda não o conhecia, mas fiquei encantada de ler vc e o Moa sobre cinema, num espaço bem bonito – não que eu não soubesse que vcs eram experts do tema, mas acho que estava acostumada a lê-los, eventualmente, lá no CineTV.
    Vcs são muito bons nisso, hein?
    Estão de parabéns!
    Um beijo pra ti e pra esse moço sumido. 🙂

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