Os anos 30 no cinema

Coincidência ou não, eu vi alguns filmes no Turner Channel na última semana e todos eram dos anos trinta. Uma coisa que me fez refletir, pois eu estava sentada em frente da minha tv, assistindo meus canais de digital cable e me entretendo com filmes que foram feitos há quase SETENTA anos atrás! Que poder tem o Cinema, hein?
O primeiro filme que vi foi Dancing Lady de 1933. Uma história divertida onde Joan Crawford faz uma dançarina que decidida a fazer carreira em New York acaba dançando numa casa de strip-tease e presa num arrastão da polícia. A cena na frente do juiz, com as strippers enfrentando a lei com ironias e discursinhos contra o falso moralismo é muito engraçada! Nesse arrastão Crawford conhece o milionário [of course!] Franchot Tone, que passa a tentar ajudá-la na sua investida profissional. O diretor do show da Broadway que Crawford persegue é Clark Gable. Ela consegue uma chance de mostrar sua dança [que é sapateado] e entra no grupo. A história se desenrola com Gable se apaixonando por ela, Tone comprando o show e cancelando tudo para fazê-la casar-se com ele. O retorno triunfante, o show [que é uma festa para os olhos] e o final feliz com beijo e The End. Duas curiosidades do filme: Fred Astaire faz uma ponta, como ele mesmo [um dos dançarinos do show] e os Três Patetas fazem os ajudantes da produção do show e passam o filme se dando tabefes [as usual]. Delightful!!
O outro filme tem mais ou menos o mesmo tema: cantora da Broadway [ Jean Harlow] se apaixona por playboy rico [Franchot Tone de novo] e produtor fracassado e jogador [William Powell] curte uma dor de cotovelo por ela. Reckless é de 1935, dirigido por Victor Fleming. Acho que foi o primeiro filme da Harlow que eu vi e realmente não entendi por quê ela era considerada uma deusa. Achei que ela tinha traços feios, uma sombrancelha simplesmente horrorosa e uma atitude de mulher vulgar. Mas eram os anos trinta, então go figure…..
E o último filme que vi foi Anna Karenina, de 1935, com a divina Greta Garbo. A história de amor entre a mulher casada e o oficial do exército russo [Fredric March]. Tudo no filme é maravilhoso! A cenografia é esplendida… fiquei realmente impressionada! E Garbo tem uma presença na tela que é magnética. Não é a toa que ela virou um mito. Era linda, tinha talento e uma personalidade ímpar. O filho do produtor David O. Selznick disse em entrevista que esse filme foi escolha da Garbo, que quis fazer a adaptação do romance de Leon Tolstoy. E segundo ele “what Garbo wanted, Garbo got”….

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