Dead Men Don’t Wear Plaid

Muito antes do Robert Zemeckis fazer seus truques de montagem em Forrest Gump, o diretor Carl Reiner foi muito mais ousado em Dead Men Don’t Wear Plaid. Em 1982, Reiner fez uma paródia dos filmes noirs da década de 40. É uma história clássica do detetive [Steve Martin] e da cliente femme fatale [Rachel Ward]. Só que o filme apresenta uma pequena peculiaridade: os atores interagem com cenas de outros filmes noir da década de 40. Há uma coreografia perfeita entre as cenas de filmes antigos, com atores como James Cagney, Kirk Douglas, Alan Ladd, Barbara Stanwyck, Ray Milland, Burt Lancaster, Bette Davis, Joan Crawford, Ava Gardner, Humphrey Bogart, Ingrid Bergman, Charles Laughton, Cary Grant, Fred MacMurray, Veronica Lake , e os atores do filme de Reiner. Além do trabalho meticuloso de ajuste entre as cenas antigas e novas, o desafio do figurino de época foi entregue à Edith Head, a veterana costume designer de Hollywood. Head fez figurinos de filmes dos anos 30 até os 80. Dead Men Don’t Wear Plaid foi o seu último trabalho, que ela não chegou a ver. Carl Reiner dedicou o seu patchwork de filmes noir à ela.

2 thoughts on “Dead Men Don’t Wear Plaid

  1. No Brasil, o filme ganhou o título de “Cliente Morto Não Paga”. Uma de minha partes favoritas é aquela em que Steve Martin começa a revistar o corpo desacordado de Rachel Ward, caprichando nos seios. Quando ela desperta e vê Martin com a mão na massa, ele dá a seguinte desculpa: “Seus seios estavam desalinhados… Pronto, agora sim!”.

  2. Fer,
    Como é que você pode citar TANTA gente que “participou” do filme do Reiner e não colocar o nome da Bette Davis na lista? A parte dela que ela aparece é uma das que eu mais gosto! Eu adoro esse filme. Já vi zilhões de vezes e sempre gosto de ver. Adoro Steve Martin.
    Edith Head era o máximo, não? Basta olhar algumas coisas que ela fez: o vestido de Bette Davis na seqüência da festa em All About Eve, com decote quadrado; as roupas da Grace Kelly em Rear Window; TODOS os figurinos da Tippi Hedren dentro e fora das telas na época que o Hitchcock a “descobriu”; e mais um monte de coisas. Só de ver o nome Edith Head nos créditos de um filme já é razão pra eu querer ver o filme.
    Beijoca!

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