Eu assisto uma quantidade massiva de filmes. Quase todos na televisão. É um hábito – eu deito relativamente cedo e vou ver filmes e [tentar] ler livros e revistas. Muitas vezes eu acho que precisava anotar todos os filmes que eu vejo, revejo – alguns em partes, outros inteiros. É um verdadeiro patchwork!
Sexta-feira vi partes do The Manchurian Candidate, que disseram ser um exemplo de boa atuação do Frank Sinatra. Sinceramente, caí no sono logo depois da cena em que a paixão do personagem hipnotizado [ou de cérebro lavado] aparece vestida com uma fantasia de carta de baralho. Vai ver meu humor não estava bom naquele dia… preferi Zzzz….
Eu gosto de rever partes de filmes. Nesta semana revi cenas de Citizen Kane e The Brigdes of Madison County, que acabei revendo até o final e chorando, chorando, chorando, como é praxe para esse filme.
Teve também Network, um clássico do cinema verdade, mostrando todos os podres do jornalismo televisivo. Parece que nada mudou, apesar que a tevê agora tem outros concorrentes no quesito manipulação das massas. William Holden está um tipão no filme e a Faye Dunaway está lindona e ordinária…. Eu lembro ter visto esse filme numa classe quando fiz faculdade de jornalismo.
Trick foi um filme fofinho e divertido sobre rapazes gays em New York. E Urbania foi um filme pesado e deprimente sobre mitos urbanos e um rapaz gay em New York.
E Doris Day num papel dramático em Love Me or Leave Me, do Charles Vidor onde ela faz uma aspirante a cantora na década de 20 que caí nas graças de um gangster dominador – e quem poderia fazer o gangster, senão o “malvadão com coração” clássico James Cagney?
The Wild Bunch do Sam Peckinpah e com o sempre fabuloso William Holden me deprimiu e me fez mudar de canal no meio do filme….
Cary Grant bem engraçadinho em Arsenic and Old Lace do diretor Frank Capra, onde ele descobre que suas tiazinhas singelas são matadoras de velhinhos solitários [e os enterram no basement da casa..].
Assim que eu publicar esse post, vou lembrar de outras dezenas de filmes que andei vendo e revendo, inteiro ou picotado, dormindo no meio ou alternando com leitura, pulando de canal, gostando, detestando, chorando, rindo, um montão de filmes, que vão entrando num arquivo que eu chamo de minha filmoteca mental.