Purple Noon [Plein Soleil]

Eu lembro de ter assistido Plein Soleil muitos anos atrás, numa tevê em preto&branco. Me impressionei muito e nunca esqueci algumas cenas do filme.
Anos depois relembrei o impacto que a história da Patricia Highsmith teve no meu arquivo cinematográfico, quando fui ver a versão americana para o livro dela – The Talented Mr. Ripley. Apesar das paisagens lindas e do elenco estrelar do filme, achei tudo tão brutal e violento, e me senti desconfortável com o final que dava liberdade ao monstruoso e patético Tom Ripley. Não lembrava tantos detalhes do filme francês com o Alain Delon pra fazer comparações, mas tive certeza que não gostei do filme novo.
Ontem revi Purple Noon na tevê. E consegui então perceber a diferença enorme entre o filme de René Clément e a sua versão americana. Pra começo de conversa, não dá pra trocar um lindo e fabuloso Alain Delon por um mero Matt Damon. Só apontando esse detalhe, eu já posso dar a comparação por encerrada.
Purple Noon [Plein Soleil] é um soberbo filme de suspense. Sem os apelos usados em The Talented Mr. Ripley.

6 thoughts on “Purple Noon [Plein Soleil]

  1. EU que vi os DOIS, hehehe, reescrevo, ou reassino o que a Cath falou.
    Muitíssimo bem observado, querida Fezoca…
    E, as always, nada como uma mestra como vc e /ou como o Moa, para nos lembrar do que é fundamental.
    sen falar, no enormous talento de Patricia Higshsmith, que – sempre é bom não esquecer, é a autora de “Stanges in the Train” – que foi filmado por Hitchcock e passou aqui no Brasil, como Pacto Sinistro (uau) com o fabuloso Robert Walker e o nem tanto, mas mesmo assim very interesting Farley Granger., que estrelaria Rope.
    Uau, que coisa mais gostosa é vir aqui no Cinefilia, principalmente se contarmos o fato que desde outubro estava dodói, mas agora, thanks goodness estou ótima.
    beijos à Fer, mainly:-) e a todos
    Meguita Lee

  2. Fer!!! Eu AMO esse filme!! Eu tenho uma cópia gravada em VHS e já decorei as falas há tempos atrás. Alain Delon está o máximo nesse filme e o roteiro é ótimo mesmo. Gosto da abertura, com as imitações das assinaturas nos nomes dos atores, gosto da fotografia cheia de luz e brilho, mostrando que um filme noir pode ser claro e ainda assim cheio de suspense. Gosto dos outros atores também e o cenário… ah, Itália…
    Só pra não deixar de ser cri-cri, como sempre, corrige o nome do filme em francês que não é Plain Soleil, mas PLEIN Soleil, com “E”, sacou?
    O cartaz é lindo!!! Amei!
    Beijocassss

  3. Fernanda, não me lembro de ter assistido o filme na época do lançamento e nem em outra ocasião motivo porque nada posso falar s/ o mesmo; em compensação sobre o Alain Delon todo e qualquer adjetivo vai ser pouco para dizer o que ele significou na época para as fãs. Basta dizer que quando se via um rapaz bonitão chegando já dizíamos umas para as outras -chegou o Alain Delon-. Valeu a lembrança do ator, mesmo sem ver o filme.

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