O crítico da EW avacalhou, mas eu tinha que ver e tirar as minhas próprias conclusões.
Infelizmente, o cara estava certíssimo. O filme mereceu o F….. é mesmo MUITO ruim.
Não sei o que a Jane Campion tinha em mente, mas ela fez um filme confuso e chato. In The Cut tem uma aura de Eyes Wide Shut, do Kubrick, com a personagem da Meg Ryan caminhando pelas ruas de NY em plena crise sexual-existencial. Mas a comparação so fica por aí [se bem que eu também detestei aquela pastelonice kubriquiana….].
Uma coisa é certa: Meg Ryan não vai ganhar uma indicação de Oscar por esse filme. Ela não convence. Não passa emoção. Ela só passa a impressão de que está se esforçando terrívelmente pra não ser bonitinha e engraçadinha. Como o Richard Gere em Unfaithful, tentando não caminhar como um gigolô e interpretar um homem comum.
Ryan é uma professora de inglês escrevendo um livro sobre gírias do gueto negro. Por isso ela está sempre nos botecos de quinta categoria, onde vê uma mulher de unhas azuis fazendo um boquete num cara com uma tatuagem no pulso, que mais tarde ela vai descobrir ser o policial cafajestão Mark Ruffalo. E por ser uma solitária em crise sexual-existencial, fica obcecada pelo cara…..
Mas a mulher das unhas azuis acaba decapitada e desmembrada. Seria o polícial fodão e bom de cama o assassino?
Cruz credo, o filme é deprimente, não se entende o que está acontecendo ou por que. Só no meio do filme é que vamos descobrir que a personagem piranha da Jennifer Jason Leigh é irmã por parte de pai da Meg Ryan. E o que vai acontecer com ela é mais um dos absurdos que abundam no filme!
Nada faz sentido. Fazia tempo que eu não ficava tão de saco cheio dentro de uma sala de cinema, bocejando e trocando de posição na cadeira a cada dez minutos. Mas admito que a Meg Ryan teve cujones pra aparecer nua em várias cenas de sexo [e umas duas de masturbação] aos 41 anos. Ela está bem fisicamente, mas agora dá pra entender por que o Russell Crowe lhe deu um pé na bunda [e o Dennis Quaid bebia….]: ela não tem UM pingo de sex-appeal. Melhor voltar a fazer filminhos românticos, porque thriller erótico não deu….

One thought on “In The Cut

  1. Oi Fer, vim aqui, deixei um comment e não cliquei em Publicar.
    Tsk…tk…
    Estou aqui morrendo de rir:-)) e já fiz o trackbak
    Btw, está publicado também no Imagens&Palavras..
    Bem, vou ficar muito feliz se houver discusão entre os meus poucos e preciosos leitores e os seus maavilhosos fãs.
    Bjus.
    Meglyn
    P.S Foi ver?:-)) Ay que nerbios!!!!

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