[..cof, cof….. espantando as teias de aranha!]
Este blog está sendo negligenciado, por causa da minha correria estudantil. Depois do dia dez de dezembro vou poder ver todos os filmes que quiser ver no cinema e me empanturrar novamente de filmes na tevê. Por enquanto, ando vendo pedacinhos de filmes aqui e acolá, que assisto por minutos antes de dormir, na tentativa de relaxar e esquecer meus trocentos mil afazeres acadêmicos.
Ontem, especialmente, eu precisava de um filme com uma mensagem de esperança e um final feliz. Por acaso liguei a tevê e o canal TCM estava homenageando cinegrafistas. Um deles era Néstor Almendros, representado por seu trabalho em Kramer vs. Kramer.
Eu ADORO o Dustin Hoffman, talvez porque ele seja um ator famoso e de sucesso que representa o homem comum. Baixinho, narigudo, voz anasalada, sorriso não-colgate! E tem carisma e charme.
Em Kramer vs. Kramer ele faz o marido publicitário workaholic da frustrada Meryl Streep e pai do pentelhinho Justin Henry. Num belo dia a esposa dá no pé e não leva nem mala, nem cartão de crédito. Sua missão é encontrar a pessoa que ela realmente é e que estava enterrada nas mil tarefas de esposa e mãe. Ela deixa o menino pra trás. E Hoffman tem que fazer café da manhã e jantar, participar das reuniões de escola e ainda dar conta de um emprego que exige dedicação exclusiva.
Após uns quarenta minutos de crises no trabalho, dramas em casa, birras e choros, I’m sorry Daddy e I love you Billy, a harmonia finalmente se instala no apê classe média da família Kramer. É quando a mãe, agora uma extremamente bem sucedida desenhista de moda, reaparece triunfante exigindo a custódia do menino.
[pequena interrupção para uma questão: quero saber o segredo de começar do zero depois de oito anos se dedicando ao lar e chegar no topo em apenas quinze meses – ter a cara da Meryl Streep aos trinta anos ou ter mudado pra Califórnia e feito terapia não vale como explicação….]
Bom, a meia hora final do filme é a batalha do pai e da mãe no forum de família, com podres vindo à tona, lágrimas e olhares complacentes….
A mãe ganha a cusódia, mas como o filme era pra ter um final feliz, ela desiste de levar o menino embora no último segundo. Felicidade geral!!
Eu lembro que na época do seu lançamento [1979], o filme iniciou discussões feministas e machistas sobre inúmeros clichês da história. Por quê os homens são preteridos quando o assunto é educar crianças? Por que uma mulher frustrada que abandona um filho pra ter a oportunidade de se desenvolver profissionalmente é considerada quase uma criminosa?
Eu particularmente não condenei a decisão da personagem da Meryl Streep. Nem achei que quinze meses de relacionamento íntimo entre pai e filho [que antes parecia nem existir] substituam os seis anos que a mãe dedicou à ele. É tudo muito relativo. E é só um filme. Mas é bom de ver e discutir!
[outro parêntese: já repararam como em filmes dos anos 60 e 70 a profissão dos maridos era sempre publicitário? Será que foi um trend da época? Os dramas se desenrolavam em volta daquela história de ganhar ou perder uma conta importante… Agora parece que as profissões nos filmes estão mais heterogêneas!]
Agora chega! The End…………

One thought on “Kramer vs. Kramer

  1. ah, essa vida academica! :)))
    voce gosta do dustin hoffman? argh!eu ainda prefiro aquele comentario do laurence olivier, em resposta aos treinamentos “passa-fome”, “brincando de insone” do d. hoffman: “eu prefiro atuar”…

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