Excelentes filmes, interessantes e fascinantes, mas que me deixaram um tanto perturbada.
Quills eu vi pela primeira vez na tevê. O filme do diretor Philip Kaufman, que relata os últimos anos do Marquês de Sade [Geoffrey Rush] num hospício, me deu anjôos de estômago. Acho que sou meio fraca pra cenas de arrancação de línguas, torturas físicas e exposição explícita de demência. Mas o filme é bonito e poético. A determinação e a paixão do marquês pela sensualidade e pela escrita é impressionante.
Em Mask, o filme de 1985 do Peter Bogdanovich, é outra realidade cruel que me perturbou. A história do rapaz [Eric Stoltz] que nasce com uma deformação que o deixa com uma aparência monstruosa e da sua mãe [Cher] drogada e confusa, é singela e emocionante. O rapaz tem um apoio incrível da mãe e seus amigos, mas mesmo assim sofre preconceitos. Ele encontra o amor quando conhece uma garôta cega [clichê..] e morre no final do filme. Rios de lágrimas…. O filme é bem legal, mas eu não conseguia olhar pro Eric Stoltz transformado num monstro. É perturbador… embora a história tenha aquele toque final levanta-moral. Mesmo assim, fiquei estranha. E não vou querer rever estes filmes …..

2 thoughts on “Quills & Mask

  1. Como Mask é da minha época de infância (vi e revi esse filme incontáveis vezes, e sim, chorei muito em todas elas), não fazia idéia de que era do Bogdanovich! Que surpresa! 🙂

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