Pra quê? Pra quê, meudeusdocéu? Pra quê fazer um remake de um filme perfeito, uma comédia romantica deliciosa, um clássico?
Só pode ser resultado de um oportunismo caça-níqueis e precisa envolver uma dose altissíma de falta de noção. Então alguém teve a idéia brilhante e outros alguéns a colocaram em prática. Pegaram o filme The Goodbye Girl, com roteiro do Neil Simon e dirigido pelo Herbert Ross em 1977 e resolveram fazer um remake.
No papel de Paula, a dançarina que vive levando um pé na bunda dos namorados, vivido em 77 pela fabulosa Marsha Mason, colocaram a chatoníssima Patricia Heaton [de Everybody Loves Raymond e que também é protagonista de uns comerciais altamente irritantes para os supermercados Albertson’s]. No papel de Elliott, o ator que é obrigado a dividir o apartamento com Paula, vivido brilhantemente por Richard Dreyfuss no filme original, colocaram o insonso Jeff Daniels [de barba também, como o Dreyfuss em 77]. E no papel da filha da Paula, colocaram aquela menina insuportável dos comerciais da Pepsi [e que já fez outros filmes, que agora não me lembro de nenhum…. ah, aquele da mãe que quer ser miss, com a Minnie Driver]. Estragaram tudo! Eu só vi os comercias do filme, que foi feito para a tevê e passou no canal TNT, e pra mim já bastou. Estragaram The Goodbye Girl….

5 thoughts on “The Goodbye Girl

  1. Beijos pra Meg também!!
    Aliás, Meg, eu vi Zabriskie Point em Paris há séculos atrás! Filme MUITO interessante e diferente de tudo o que a gente já viu. Bem “cabeça”, entende?
    Fer, eu vi The Goodbye Girl no original há muito tempo e só lembro que gostei muito, mas não lembro nem do plot do filme! Hahaha!!!

  2. Eu ainda não vi a refilmagem de The Goodbye Girl, e apesar de acreditar que o remake não vá se igualar ao original, eu não acredito que ele seja ruim. E a Patricia Heaton não é “chatoníssima”, na minha opnião ela é uma ótima atriz.

  3. Foi o filme perfeito, de química perfeita e absoluta simetria.
    O que me pergunto, Fezoca, é – será que saberias me responder – por que não existe uma política de *relançamento , de release, de re-feature desses filmes.
    Aqui no Brasil, por exemplo, vive-se a angústia de acabarem todos os cinemas, então imagine o circuto das casas exibidoras de filmes cults, filmes de art etc..
    Não sei como é que fica para quem não te TV a cabo. E não viu na época.
    Não se trta de flar mal do s filmes:-0 , trata-se de flar bem dos que merecem, e a chance de eles serem vistos por mais de uma geração.
    Vc não imagine o núemero de emails que recebi, quando coloquei o post do Zabriskie Point.
    Mas o que responder? nem eu mesma vi o filme:-)
    Sad but true.
    beijos.
    Passe lá no Sub ao menos para ver.
    beijos
    Meg Lee.

  4. Coincidência… Quase coloquei um post sobre isso, mas se é para malhar filme eu prefiro ficar calada. Pode parecer um equívoco, mas gosto de escrever do que eu gosto, pois não quero parecer pessimista.
    Parei para ver “The Goodbye Girl” ontem (sexta-feira, 16 de janeiro). O que me chamou atenção foram as chamadas com o clip do Hottie & The Blowfish, feito especialmente para o filme do TNT, e o fato de a história haver sido escrita por Neil Simon.
    Assisti, achei o tema legal, mas foi muito água-com-açúcar para mim. Por outro lado, nunca havia visto um Jeff Daniels tão sexy e engraçado (é, nem acredito que disse isso…). Agora que sei que existe um original, vou tentar caçá-lo.
    Por falar nisso, você também está aqui nos EUA? (Estou em San Diego, na Califórnia, há um ano e três meses.) Pra falar do Albertson’s só pode estar, né? Uma pena que eles não falam no comercial sobre os grevistas que ficam na porta do supermercado fazendo-nos sentir uns bandidos por termos que ir até lá comprar leite e pão…

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