Assisti The Little Foxes, o filme de 1941 dirigido pelo William Wyler e que o Moa já tinha comentado aqui . O filme é uma adaptação de um conto da Lillian Hellman e teve a contribuição da Dorothy Parker como roteirista, adicionando cenas e diálogos extras. O filme foi uma produção de Samuel Goldwyn, que mexeu os pauzinhos para conseguir Bette Davis no papel da manipuladora Regina Giddens.
O filme conta a história de uma família do sul dos Estados Unidos em 1900. Os três irmãos – Charles Dingle, Carl Benton Reid e Bette Davis – são especuladores, arrogantes, não têm escrupulos, nem caráter. Eles só pensam em dinheiro e vão trair uns aos outros para fecharem um negócio que vai deixá-los mas ricos.
Bette Davis está fantástica! Eu lembrei imediatamente do texto do Moa quando vi a impressionante cena do marido morrendo, se arrastanto para pegar seu remédio e Davis impávida, imóvel, os olhos expressando suspense. Ela quer que o marido morra, porque ele se negou a ceder o dinheiro para ela entrar na sociedade com os irmãos. Ela quer viver uma outra vida, mudar para Chicago, viajar para a Europa, e o marido inválido a impediu de realizar seu sonho. Então ela o deixa morrer…. Uma cena e tanto!
Eu fiquei torcendo para que os três irmãos acabassem destruídos, desmascarados, humilhados, aniquilados. Mas o final foi diferente. Apesar de conseguir passar a perna nos irmãos – que estavam tentando passar a perna nela – Regina Giddens vai ser punida de uma maneira mais lenta, assombrada pelo medo e pela solidão.
Não vou escrever mais sobre The Little Foxes para não acabar ecoando o perfeito texto do Moa e parecer repetitiva e sem criatividade.
Só quero dizer que o filme é excepcional!!

5 thoughts on “The Little Foxes

  1. Moa, cadê você ? Fer, dá um sacode nesse menino e manda ele aparecer.
    Acabaram de ser anunciadas as indicações para o Oscar deste ano, que será entregue no dia 29 de fevereiro. O portal Terra fez a maior confusão, mostrando listas estranhas, tive que conferir tudo no site oficial do Oscar.
    Nosso “Carandiru”, de Hector Babenco, fica fora da disputa pelo Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Mas, num feito inédito (em quantidade) para o cinema brasileiro, “Cidade de Deus” recebeu indicações a QUATRO Oscars: Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Montagem (Edição), Melhor Fotografia e Melhor Diretor, para Fernando Meirelles. O diretor brasileiro concorre com Sofia Coppola, Peter Weir, Clint Eastwood e Peter Jackson.
    Confiram em:
    http://www.marcelobatalha.blogger.com.br/

  2. Que sono… Dormi apenas 4 horas, por causa da transmissão. Portanto, já estou no trabalho. Como sempre, a premiação do Globo de Ouro ontem foi bem legal. Nas categorias de TV, poucas surpresas. Meryl Streep ganhou seu 5o. Globo (o primeiro por um filme para a TV): Meryl teve até hoje 19 indicações ao prêmio ! Já Sarah Jessica Parker levou seu 4o., entre 6 indicações (todas por “Sex and The City”).
    Nas categorias de cinema, como eu previa, Charlize Theron levou o dela, numa das disputas mais difíceis, apresentada por Jack Nicholson (que não levou dessa vez mas já ganhara outras sete vezes – achei que eles tinham falado seis, mas conferi no IMDB e lá há sete). Como Diane Keaton levou o outro de melhor atriz, Scarlett Johansson saiu de mãos abanando.
    Nicole Kidman apresentou a categoria onde estavam 3 de seus ex-affairs (Russell Crowe, Tom Cruise e Jude Law). Bill Murray confirmou o favoritismo e acrescentou mais uma estatueta à sua coleção este ano, por “Encontros e Desencontros”. E Sean Penn levou o dele, merecidamente (como Penn não compareceu, Clint Eastwood, diretor de “Sobre Meninos e Lobos”, recebeu por ele).
    Michael Douglas foi o homenageado da noite. Fechando a saga de “O Senhor dos Anéis” com chave de ouro, a estrela de Peter Jackson brilhou, levando os troféus de Melhor Direção e Melhor Filme Dramático. Mas, sem dúvida, foi Sofia Coppola o grande nome da noite: não levou o de Direção, mas abocanhou o de Melhor Roteiro e Melhor Filme Musical ou Comédia por “Encontros e Desencontros”.
    Fui botando a lista dos premiados no meu “Cinzas de Batalha” durante a transmissão, espero que esteja tudo certo, confiram em :
    http://www.marcelobatalha.blogger.com.br/

  3. Na opinião de vocês, ainda existem atrizes (e, sobretudo papéis para) como Bette Davis e Barbara Stanwick? Minha memória pode me falhar no momento, mas não consigo pensar em nenhuma mulher contemporânea que tenha a força diabólica dessas duas. Sou fã da Stanwick e já devo ter assistido todos os filmes noir com ela. Daqui a pouco vou assistir a Bette em “Tudo Isto e o Céu Também” (All This and Heaven Too — 1940) e depois comento.
    Abraços!

  4. Que bom, Fezoca! Que bom que você viu esse filme que eu gosto tanto. A Bette tá demais mesmo. E o fim dela é mais sombrio do que poderia ser, se ela não saísse “vencedora” da batalha com os irmãos, né?
    Beijo!

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