O filme brasileiro é a indicação número um na seção The Must List desta semana da revista Entertainment Weekly.
City of God – Director Fernando Meirelles’ searing, visually stunning tale of Brazilian gang culture is even better than your average surprise four-Oscar nominee.
Eu vi Cidade de Deus no Crest em Sacramento em março do ano passado. Eu fui porque temos tão poucas oportunidades de ver filmes brasileiros por aqui, que me senti na obrigação de ir ver esse filme. Confesso que estava meio cética, pensando “ah, saco, mais um filme sobre pobreza, violência, injustiça social…. mais um filme mostrando o lado negro do meu país..”. Mas fui surpreendida pela qualidade do filme, os atores, o formato, o enfoque da história e, principalmente, o humor. Saí do cinema muito menos chocada do que eu imaginei que iria estar no final de uma saga de violência como aquela. No final entendi porque tanta gente elogiou e porque tanta gente esculhambou o filme. Na verdade, eu só li esculhambos feitos por brasileiros. Tudo o que li publicado sobre City of God na mídia americana era elogio.

5 thoughts on “city of god

  1. Fer, um amigo me disse que City of God foi lançado ontem (02/17) em DVD aqui nos EUA… Vou tentar comprá-lo no fim de semana. Esse é para guardar a vida toda, para mostrar pros filhos e netos como foi que o cinema brasileiro recuperou seu prestígio. O livro eu já tenho e está bem guardadinho!!!
    Beijos

  2. Otimo otimo otimo, muito bom mesmo seu blog! Estou tentando migrar meu blog para o Movable Type, agora que a globo.com resolveu esculhambar com tudo! Mas pode deixar que vou começar a visitar o seu aqui… e logo estara nos meus favoritos! Parabens…

  3. CDD é ótimo mesmo. E alguns críticos malas daqui meteram o pau no filme, com argumentos do tipo: só mostra coisa ruim e a violência não tem nehuma causa social, apenas é dessa forma e pronto…
    Tudo bobagem…

  4. Rafaela,
    Vou responder pra voce aqui mesmo, pq o MT nao enviou copia da sua msg pro mei e-mail, como deveria fazer [sei la pq..].
    O Crest em Sacramento nao eh um bairro e sim um teatro, muito lindo por sinal! Ele foi preservado exatamente como era nos anos 40. Vale a pena ir ver filmes la, so por causa do ambience! 🙂
    Eu fiquei sabendo que o Paulo Lins vai estar na UC Berkeley em marco, como writer in residence e vai dar algumas palestras. Eu vou querer ir e se o filme ganhar algum Oscar, tenho certeza que as palestras dele vao lotar.
    Eu lembro que pensei quando vi as cenas das fotos dos policiais e o menino decidindo nao usa-las, que se fosse em filme americano aquele final seria diferente, com denuncias e etc… 🙂
    Vou torcer pelo filme sim. Sei que as chances de Best Director nao sao muitas, mas pras outras categorias pode rolar, neh?
    beijao!

  5. Você assistiu o filme no Crest? Eu assisti pela segunda vez aqui em HillCREST… Vai me dizer que esse bairro aí em sacramento também é um pouco gay como o daqui de San Diego?
    Bom, eu assisti o Cidade de Deus pela primeira vez no Brasil, dias antes de me mudar para a Califórnia. Fui com as amigas da faculdade de Jornalismo e, dá para imaginar como a gente se sentiu no fim do filme, quando o personagem principal diz que “jornalista não sabe transar…”
    Eu adorei mesmo o filme e saí correndo para comprar o livro, que tem tantas outras histórias que não dariam para serem abordadas em duas horas e pouco de filme. Porém, o caso dos policiais corruptos, naquela cena memorável das fotografias tiradas por detrás do elemento vazado, não é contada dessa forma no livro.
    Por outro lado, a Globo Internacional passou ainda há pouco a série “Cidade dos Homens”, que tem o mesmo ritmo e segue a mesma linguagem do filme. Também foi inspirado no livro e traz os personagens de uma maneira menos ligada às drogas, mas sim à convivência no morro e na cidade.
    Vamos torcer para que eles levem pelo menos uma estatueta, quem sabe a de Edição, que estava ótima?
    Até mais, Fer!

Comments are closed.