Nancy Savoca faz parte do seleto grupo de mulheres diretoras que surgiram na parada durante a década de 90. É dela a interessante saga católica de uma família italiana em New York, em Household Saints, onde Lili Taylor faz uma menina-beata, que quer ser freira.
Antes de Household Saints, Savoca dirigiu o delicado Dogfight, onde Lili Taylor é Rose, uma garçonete feiosa, pacifista e fã de música folk, que vive em San Francisco em 1963. Rose é uma otimista e acredita que a música de Woody Guthrie , Odetta, Joan Baez e Bob Dylan vai mudar o mundo. Um dia, Rose conhece no café onde trabalha o marinheiro Eddie Birdlace [River Phoenix] que a convida para sair e dançar. Na verdade, Eddie e seus amigos estão arrumando encontros com garotas feias, para competirem no “dogfight” – uma disputa de mau gosto feita na noite anterior deles partirem para o Vietnã, onde quem trouxer a acompanhante mais feia leva o prêmio.
Rose descobre a história e Eddie leva uma descompostura e uns tabefes. Mas a essa altura do campeonato algo mudou em Eddie, pois ele vai atrás dela, pede desculpas, a leva para jantar e passam a noite juntos, caminhando pelas ruas de San Francisco e depois ouvindo Bob Dylan no quarto dela [uma cena delicada e lindíssima, que me fez chorar, não sei porque..].
Dogfight é um desses filmes “coming of age”, onde tudo muda por causa de uma guerra e no reencontro entre os personagens, tudo está diferente, menos o sentimento que eles ainda mantém um pelo outro.
Se tiver como classificar um filme de “delicada caixinha de música”, Dogfight entra nessa categoria. Lili Taylor está sempre ótima fazendo papéis de figuras simples, mas cheias de personalidade. E River Phoenix está tão perfeito, tão natural, que nos deixa cheios de pena, por ele ter tido a carreira abortada por um acidente estúpido e trágico.

dogfight

3 thoughts on “Dogfight

  1. Fer, acredita que esse filme passou outro dia mesmo na tv a cabo? Eu peguei começado… estava zapeando, e quando vi o River Phoenix na tela, parei na hora. Sou fãzona dele. Mas não consegui ver até o final; tinha um compromisso e tive que sair. Vou olhar os horários para ver de novo, desta vez inteiro!
    Um beijão!

  2. Fer, eu vi esse filme há aaaanos atrás, mas ficou na memória como um filme sensível onde a Lili Taylor tava ótima e o River Phoenix espetacular e perfeito como sempre esteve. A música do Bob Dylan naquela cena do quarto também me deu vontade de chorar. Um primor. Boa lembrança. Tinha esquecido…
    Beijoca!

  3. Não tinha ouvido falar desse filme. Adoro a Lili Taylor. Ela tem aquele “nariz de cheira bunda”, mas está longe de ser feiosa. Nerd, talvez, mas uma gracinha. Acho que eu gosto de gente assim, que tem olhos que não dá para definir. Eu olho para a cara dela e sinto como se não conseguisse ver os olhos dela direito. Tenho a mesma sensação com a Maria Rita e o Pedro Camargo Mariano, o Ralph Finnes, o Liam Neeson e outros de que não me recordo no momento. Estranho isso, né? Mas acho que a Lili foi a melhor coisa daquela versão horrível de “The Haunting”. Olhando bem a foto dela que colocaram no IMDB, sabia que tirando os olhos ela poderia ser uma versão jovem da minha mãe? Nossa, que curioso isso! ;o)

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