Le Locataire/The Tenant

Lembrei do filme do Roman Polanski comentando um texto do Moa. E quando a Meg declarou que nunca conseguiu comentar O Inquilino com ninguém, resolvi fazer um esforço de memória e relembrar um dos filmes que mais me impressionaram na minha vida.
Eu devia ter uns 16 anos. Fui com uns amigos ver o filme de terror do mesmo diretor de O Bebê de Rosemary e não consegui mais sair do cinema. Meus amigos foram embora e eu fiquei. Assisti TRÊS sessões seguidas. Não lembro muito bem, mas acho que voltei no dia seguinte para mais uma sessão. Foi uma coisa alucinante. O Inquilino foi extremamente marcante na minha adolescência. Tudo nesse filme me impressionou.
Polanski interpreta um estrangeiro que aluga um apartamento em Paris, logo após a ex-inquilina ter tentado o suicídio. Vivendo no mesmo lugar que a moça, ele começa a ficar interessado na história dela e vai visitá-la no hospital. Ela está toda engessada e grita. No hospital ele conhece a sua melhor amiga [Isabelle Adjani] e vai ficando cada vez mais obcecado pela suicída, que acaba morrendo. Depois da morte dela, o inquilino começa a mudar seu comportamento e inicia uma viagem sem retorno de loucura e horror.

oinquilino

O prédio onde o inquilino aluga o apartamento tem uma personalidade à parte. Se ele não fosse uma construção tão tétrica, talvez o tom do filme fosse outro. E os outros habitantes do prédio são também estranhos e têm comportamentos bizarros [ou será que é tudo imaginação do inquilino?]. O filme é escuro e denso. Eu fiquei fascinada pelos hieróglifos que o inquilino encontra no banheiro [e chocada, na época, em descobrir que os apartamentos em Paris tinham banheiros coletivos!]. Não lembro de muitos detalhes do filme, o que é perfeitamente perdoável, já que já se passaram mais de vinte anos desde a minha sessão tripla, sozinha, boquiaberta e impressionada, no cinema Jequitibá de Campinas, que acho que nem existe mais.

oinquilino

6 thoughts on “Le Locataire/The Tenant

  1. Aiiiii só falta este para a trilogia do apartamento estar completa p/ mim !
    Semana passada comprei Repulsion e agora to enlouquecida p/ ver o Inquilino …..
    Bjos!!!

  2. Fer
    Sabe que eu não me lembrava mais da Adjani…
    Menina, o filme é de 1976, quase 30 anos…gente!
    Olhe, o Polanski está sendo todos editado em DVD, aqui. Inclusive comprei Repulsion com a catherine deneuve, então acho que ver mesmo, ou rever, só em DVD.
    Mas voc~e teve toda a razão em ver o filme mais de uma vez seguida: ele é um dos melhores Polanski
    e tem muita informação naquela biografia dele. A Cath fez belas observações, mas eu prefiro não comparar, quando se trata do Polanski dessa fase: lendo a vida dele, como começou e como chegou a esses filmes a gente sabe que genial ainda é pouco, para ele . Ele é *o cara*!
    beijos, querida.
    Obrigada.
    Meg Lee

  3. Humm, me deixou com vontade de ver este filme! Acredita que nunca fui ao cinema sozinho? SEMPRE quis ir, mas ainda nao pensei em qual seria um filme legal de ver sozinho, e nem quando!
    Obs. mudei minha url, atualiza ela? 🙂

  4. Nossa, Fer. De ler o post e ver a imagem do edifício fiquei morrendo de vontade de assistir ao filme. Mas que jeito, que locadora, que canal? Que pena!

  5. “No one does it to you like Roman Polanski”… Realmente. “O Inquilino” eh muito impressionante. Talvez o “Bebe de Rosemary” seja mais bem estruturado. Talvez “Repulsion” seja mais perturbador. Mas eu adoro essa fascinacao do Polanski por predios antigos com seus habitantes bizarros e improvaveis.

  6. É nessas horas que eu gostaria de ter Eurochannel aqui pelo Dish Network. Filme europeu só se tiver muita sorte… Maioria espanhol, alguns franceses, mas só.
    Mesmo assim, estou gravando tudo de bom que aparece nos meus 100 e poucos canais, principalmente os preto-e-brancos. Assim que sair desse inferno (leia-se: tradução jurídica pé no saco!), vou ficar um dia inteirinho na frente da tevê assistindo tudo que tive que deixar de lado durante esse tempo todo.
    Ainda não vi “O Inquilino” e morro de vontade de rever “O Bebê de Rosemary”. Dia desses vi o “Amytville”, o original baseado na história de Stephen King. Gosto desse tipo de suspense/terror das décadas de 60/70 porque assustam de verdade, sem apelações. Tem coisa melhor do que não saber quando é hora de levar susto? Os filmes de horror de hoje em dia estão mais para “um horror” do que para “assustador”… Por isso adorei e recomendo sempre “O Chamado” (“The Ring”), que retoma essa fórmula do não saber quando é a hora do susto.
    Taí, Fê, mais um pra minha lista…
    P.S.: Amanhã mando a foto pra você, tá? :o*

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