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Qual o filme mais FELIZ que você já assistiu? No meu caso, não tenho dúvidas, foi An American in Paris, dirigido por Vincente Minnelli em 1951 (Sinfonia de Paris, é o título brasileiro, e eu não sei porque esses títulos são tão estranhos, mesmo quando a tradução literal é tão fácil e melhor…).

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Gene Kelly tinha o mais feliz de todos os rostos hollywoodianos. Seu sorriso branco e perfeito, seu olhar maroto e convidativo, seu corpo escultural e tão sensual… Poderia ser mais perfeito? Só se ele soubesse dançar magnificamente! E ele sabia! Em seus filmes Gene Kelly nos brindou com inúmeras seqüências mágicas de dança onde suas proesas atléticas nunca encobriram uma leveza e bom humor inigualáveis. Fred Astaire, que também era fantástico e com quem sempre comparamos Gene, tinha gestos mais próximos de um cavalheiro enquanto Gene sempre foi o mais másculo e sedutor, na minha opinião.
Em An American in Paris, Gene Kelly é Jerry Mulligan, um pintor que mora em Paris, na rive gauche e vende seus quadros no bairro boêmio de Montmartre. Ele é provavelmente o americano mais querido que já morou em Paris. Um grupo de crianças da vizinhança o idolatra e uma das seqüências mais felizes de todo o filme é quando ele dá uma aula de inglês para os francezinhos, cantando “I got rhythm”, dançando e sapateando. Impossível resistir a todo seu charme e graça.

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O filme não é só Gene Kelly é claro. Tem Leslie Caron dançando graciosamente e Nina Foch como a rica americana que se encanta com Jerry e o ajuda a alcançar o sucesso. Ela é muito mais bonita e interessante que Leslie Caron, eu acho. Mas não dança e por isso não pode ficar com Gene no final do filme. Acho que essa é a lógica dos musicais: ficam juntos os que dançam melhor!
Fora isso tudo e algumas músicas adoráveis como “…it’s very clear… our love is here to stay… not for a year… but ever and a day…”, todas de George e Ira Gershwin, temos PARIS, a cidade mais linda do mundo, apresentada da maneira mais linda e mágica em toda a história do cinema. Vendo o filme não há como não desejarmos viver em Paris. Todos são simpáticos, cada esquina é um esplendor de arquitetura, charme e sofisticação e tudo nos inspira e nos faz amarmos a vida. O encontro de Jerry e a francesinha à beira do Sena é outro momento mágico, assim como a fenomenal seqüência de dança final, totalmente idealizada por Gene Kelly, que dura uns 15 minutos, se não me engano.
Magia pura. O mais feliz dos filmes. E olha que eu não sou muito chegado a musicais…

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4 thoughts on “O MAIS FELIZ

  1. Moa:
    Gosto muito de musicais. E com Gene Kelly, então… Mas o meu filme mais feliz é mesmo “Cantando na Chuva”. Pra mim não existe apropriação do ideal de felicidade mais perfeita que aquele “toró”. E ainda tem Donald O’Connor maravilhoso com seu “Make’em Laugh”(que, para a melancolia geral da nação, teve uma versão brasileira que tocava infernalmente no Programa do Bozo… Credo :-/ ) E a cena no estúdio com Kelly e Debbie Reynolds alcançando às nuvens??? Perfeito, perfeito…
    Abraços,
    Julio

  2. (Eu não sei porque os computadores da minha casa e do escritório não gravam a minha “info” nesses comentários. Fico de saco cheio de ter que escrever meu email toda hora!)
    Fer, essa sua lembrança é injusta com o filme. Reveja-o e curta o Gene Kelly, a dança e as músicas. Poderia ter sido em San Francisco e teria sido tão lindo quanto.
    Eu adoro quando vc viaja na maionese! ;^)))

  3. Ah, esqueci de comentar o mais importante. Num desses documentarios do Turner Classic Movies que vi sobre a vida do Gene Kelly, a filha dele conta que os ultimos anos de vida dele foram MUITO TRISTES, pois ele nao podia mais fazer as coisas que costumava fazer antes com facilidade. Segundo a filha, Kelly sentiu muito nos seus ultimos anos de vida nao poder ser mais tao ativo e fisicamente capaz. Nao deve ter sido facil mesmo….. Fiquei tao triste de saber disso…. Ele passava mesmo uma vibracao super positiva, de felicidade e de forca fisica.
    beijao,

  4. Moa!
    Eu adoro musicais! Sempre gostei. Teve uma epoca, na minha aborrescencia, que eu imitava [muito mal] os passos de sapateado do Kelly dentro do chuveiro, fazendo barulho na agua! Ate parecia um sapateado real, se nao fosse pela situacao ridiculamente comica [pelada, sapateando dentro do box].
    Eu devo ter visto esse filme muitas vezes, mas nao lembro de detalhes. Outro dia vi ele pra vender no Costco por onze mangos. Devia ter comprado.
    Mas a minha lembranca de An american in Paris eh bizarra….. Eu devia ter uns 15 anos e fui com a minha mae numa reuniao na casa de uma amiga super esnobe dela. Minha mae sempre foi super down-to-earth, trabalhava fora, nao tinha tempo pra nada a odiava essas sociaizinhas de maricotas. mas acho que ja estavam criticando ela por nao ir nas festinhas, entao ela foi e me levou junto. Depois dos comes fizeram uma sessao de cinema, com esse filme SEM LEGENDAS, afinal as fulanas presentes eram bilingues [poliglotas, talvez!] e viajadas. Eu lembro que fiquei de sacao cheio, pois nao estava entendendo nada do filme e as outras convidadas ficavam comentando ‘fulana, lembra dessa rua tal em Paris onde nos fizemos tal coisa?’ e ‘beltrana, lembra qdo descemos essa ladeira para irmos ao restaurante tal naquela vez que fomos a Párrisss?’. A coisa tava nojenta…. eu olhei pra minha mae, que estava com uma cara de patza a falei ‘mae, vamu embora?’ e ela disse toda alegre ‘VAMOS!’ e nos fomos!
    Nunca mais esqueci desse filme, por causa dessas petulantes. E hoje, que conheco outras cidades estrangeiras, sempre penso que tem que ter delicadeza, pois nem todo mundo eh ‘cidadao do mundo’ como voce, neh??
    Beijaoooo!
    [* viajei na maionese.. hohohoho!]

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