Tesouro da Cinemateca

Pensem num filme que vocês levaram aaaanos para conseguir ver. Pensem em todas as críticas elogiosas que leram sobre esse filme e o quão ansiosos vocês ficaram para conseguir vê-lo. Agora imaginem que nesse filme atua (numa interpretação pra lá de comentada, elogiada e reverenciada) uma das suas atrizes prediletas (uma “paixão secreta”, digamos assim). Estão acompanhando? Agora pensem que um dia, há muitos e muitos anos atrás (você já não é mais uma criança, eu tenho que te informar isso!), você foi a uma dessas salas de projeção numa cinemateca ou coisa parecida, um lugar cheirando a mofo e com cadeiras duras, acompanhado de uma querida amiga e viu o tão esperado filme. Não, não foi nenhuma decepção. O filme era mesmo tudo aquilo. Bonito, bem fotografado, denso, bem escrito, magnificamente interpretado não apenas pela atriz principal mas por todo o elenco. A história era daquelas que fazem a gente repensar a vida e conversar horas sobre o assunto. Enfim, um filme perfeito.
Bom, se vocês não sabem de qual filme eu estou falando, vou contar agora:

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THE PUMPKIN EATER, escrito por Harold Pinter e dirigido por Jack Clayton em 1964, estrelado por Anne Bancroft, Peter Finch, James Mason e com Maggie Smith (cinco anos antes de ganhar seu Oscar por The Prime of Miss Jean Brodie) em papel coadjuvante. Eis o filme. Quem já viu esse filme?
Agora sabem o que é pior? É que tem TANTO tempo que eu o vi que já não consigo mais me lembrar de detalhe algum. Só vi uma vez e isso pra mim é muito pouco, em se tratando de um filme tão bom. Ao pesquisar sobre ele na internet só encontrei comentários elogiosos. Ainda hoje, 40 anos depois de seu lançamento, o impacto continua o mesmo. É um daqueles filmes que “assombram” a gente por um longo tempo. Anne Bancroft nunca esteve tão bonita, tão densa, tão fragilizada e digna. Nem a famosa Mrs. Robinson consegue ser melhor (embora seja uma delícia!).
Quando será que verei esse filme novamente? E o título em português? Como descobrir? The Pumpkin Eater está na minha lista dos mais procurados. Se alguém achar por aí…

5 thoughts on “Tesouro da Cinemateca

  1. Vi ‘Crescei e multiplicai-vos’ quando adolescente – e, ao falar nisso, sinto o tempo implacável. Jack Clayton é um excelente cineasta inglês que está esquecido, sendo responsável por um dos melhores filmes ‘de ansiedade’ que já vi:’Os inocentes’, com Deborah Kerr. E, antes, já tinha brindado o ‘free cinema’ britânico com ‘Almas em leilão'(‘Room at the top, 1959), com Laurence Harvey e Simone Signoret, obra inovadora para os padrões acadêmicos do então cinema praticado na Inglaterra.
    Mas, por falar em ‘tesouros’, revi em dvd uma preciosidade: ‘Victor Victoria’, a última grande comédia do cinema americano. Do inigualável Blake Edwards.

  2. Moacir, já ouvi falar deste filme, mas nunca o vi…se eu ficar sabendo, te falo. TEnho vários procurados, só que não lembro o nome de nenhum deles, para aumentar minha coleção. Um deles (quem sabe você conheça) é Um filme dos mais bestas, tosco (adoro esse tipo dde filme) – de uma atriz que faz o papel de uma menininha, tipo baby girl, que só vestia rosa, andava com uma boneca debaixo do braço e falava fininho – e vivia com sua mãe, uma prostituta que tinha uns amigos mais fuleiros impossível. Abçs.

  3. É isso mesmo, Moa: “The pumpkin eater” é “Crescei e multiplicai-vos”. Abraço, do Ícaro.

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