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Ontem eu vi Troy. Tô meio atrasado, eu sei. Mas agora estou entrando no ritmo das férias e pretendo colocar meu cinema em dia. Eu até que gostei do filme, apesar de saber que não ficará na memória como algo excepcional. Não é o tipo de filme que me faça a cabeça. Assim como foi Gladiator e até mesmo Spartacus (que Stanley Kubrick me perdoe).
Ainda assim, como disse, gostei do filme e tenho algumas considerações a fazer. Vou enumerá-las:

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1ª. A Jennifer Aniston se deu bem. Caramba, eu não lembro de ter achado o Brad Pitt tão gostoso em seus outros filmes. Ele está muito tesudo nesse filme e infelizmente não aparece totalmente pelado, mas insinua um bocado. Tem uma hora lá que ele está todo sujo e sangrento, chegando de uma batalha, e vai se “lavar” numa “tigela” (ele só joga uma água na cara e espalha o sangue e a poeira pelo resto do corpo). Ele tira a roupa e se debruça sobre a tal tigela. Eu só consegui pensar, “Se esse cara fizesse um filme pornô ele ficaria muito mais rico do que é hoje.”
2ª. Isto posto tenho uma segunda observação sobre o “astro”: ele tá um SACO nesse filme. O filme, que tem uma história interessante, tenta nos fazer gostar de um personagem arrogante, fútil, vaidoso e burro. O ego dele é tão grande que parece cair como uma luva para Mr. Pitt. Ele faz beicinhos, berra, urra e luta. Mas tá canastrão e eu pulei de alegria quando vi o tendão de Aquiles Pitt ser atingido.

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3ª. As cenas de batalha (que são inúmeras, pois o filme é quase todo só batalha) são muito bem feitas, muito bem coreografadas e a fotografia é maravilhosa. Produção de primeira. É impressionante ver aqueles barcos todos chegando à praia de Tróia. A melhor de todas as cenas de batalha começa na verdade com um duelo. Orlando Bloom é o príncipe que causa toda a confusão, e provoca a guerra, ao “roubar” Helen de seu marido. Aliás, para uma personagem tão famosa na História, a tal Helen of Troy não fez nada na vida exceto ser belíssima (e a atriz que a interpreta também não faz nada exceto ser belíssima). Então o príncipe Bloom decide enfrentar o ex-marido de Helen para evitar a guerra. O duelo entre os dois é fascinante, muito graças à atuação magnífica de Orlando Bloom. Ele não é guerreiro, não é o príncipe das armas e batalhas. Seu irmão Hector é o chefão dos soldados e o que luta melhor. É também o herdeiro do trono. Mas nesse duelo Paris (Bloom) quer enfrentar o inimido sozinho. Se dá mal e agacha-se aos pés do irmão, pedindo ajuda e proteção. É humilhado na frente de todos os súditos de seu pai e toda a realeza também. Daí em diante Paris não é mais o mesmo. Mais adiante eu falarei sobre Eric Bana como Hector.

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4ª. Ainda falando em Orlando Bloom, eu nunca tinha reparado direito nesse “menino”. Ele não é o mais sexy do filme e não consegue ser tão estrela como Mr. Pitt, mas dá um show e seu desempenho é, de longe, o melhor do filme. Seu personagem tem mais voltas, mais profundidade e credibilidade que todos os outros. E olha que temos Peter O’Toole no elenco também.
5ª. A maneira como as batalhas eram “negociadas” passava longe de ter qualquer diplomacia, mas ainda assim podemos comparar o que acontece antes de cada batalha com um jogo de xadrez. As peças são dispostas num tabuleiro e as armas e movimentos são estabelecidos. O início do “jogo” é marcado e depois cada lado tem que usar melhor os componentes/forças que têm. Entretanto é muito estranho ver Aquiles matar Hector, na cara de toda sua família e súditos, e ninguém fazer nada. Se fosse eu já tinha atirado uma flecha no pescoço do loirinho antes dele gritar “Hector” pela primeira vez… É também muito estranho que aqueles zilhões de homens lutando lá adiante, distantes dos comandantes, saibam quando parar repentinamente de lutar e retornar para seus lugares. Ainda se eles usassem um megafone… Hehehe…
6ª. Falando em loirinho, o Bradman (mistura de Brad com Batman) Achilles, tem um “primo” Robin. Um jovem, igualzinho a ele, que o adora e que fica andando atrás dele, querendo “servi-lo”. Eu achei a relação deles muito sugestiva. Mas só ficou “no ar”.

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7ª. Bom, só pra fechar o assunto, tenho que salientar a presença de Eric Bana. Só vendo para entender. Brad Pitt pode ser a estrela, Orlando Bloom pode ser melhor ator, Peter O’Toole é a lenda, temos ainda Julie Christie numa participação especial, uma produção super caprichada e uma história bem contada, mas… o filme é de Bana. E depois que ele sai de cena as coisas ficam meio sem graça. Pelo menos até o tendão ser atingido. Aí eu fiquei feliz de novo. Hehehe…
E foi isso. Li que Oliver Stone está terminando Alexander sobre Alexandre, o Grande, com Colin Farrell no papel título. A julgar por seus trabalhos anteriores esse filme deve ficar BEM melhor que Troy.

4 thoughts on “Troy

  1. GOSTEI MUITO DO FILME TROY, ALÉM DE SER UM BOM ATOR, ELE É UM GATO NÉ, NÃO TEM QUEM DIGA QUE ELE NÃO É BONITO.
    AS CENAS QUE EU MAIS GOSTEI FOI QUANDO ELE APARECEU PELADO, NOSSA MAIS AQUELES MÚSCULOS SÃO DE MAIS VIU. EU ESPERO TER UM OUTRO FILME QUE TENHA ELE, POIS COM CERTEZA EU SEREI A PRIMEIRA DA FILA.

  2. Oi, Moa, de novo,
    obrigado pelos comentários no Cinzas, adorei, apareça sempre. Quanto ao Pátroclo, ele merecia pelo menos um cabeleireiro novo, tem que mandá-lo para alguns desses programas diurnos de TV. Nem vou tecer comentários sobre suas preferências em relação ao Eric Cool-Paca-Bana, hehehe… E seus posts aqui no site estão, como sempre, nota 10. Parabéns.
    Grande abraço pra você e pra Fer,
    Marcelo

  3. Moa, sobre Tróia, como você me perguntou no Orkut, meus posts estão em :
    http://www.marcelobatalha.blogger.com.br/2004_05_01_archive.html
    – demora a carregar – em posts de 14 e 15 de maio. Olha a frase que usei em um dos posts:
    “Mas não se deixem enganar: o filme é de Eric Bana.”
    Fiquei feliz em saber que você pensa o mesmo.
    Em tempo: acabei de vir de “Cazuza” e, ainda no embalo do filme, acabei de comentar.
    Grande abraço,
    Marcelo

  4. Moa, obrigada! Ganhei meu dia só de ver o peitoral do Eric Bana! Desculpa a futilidade, mas se um dos objetivos do filme não fosse deixar todo mundo babando, não haveria tantos corpos desnudos desfilando pela tela, né? Adoro o Brad Pitt, concordo que ele é muito bonito, um dos melhores atores de sua geração, mas ele não entra nas minhas fantasias. Já o Mr. Bana, depois desse peitoral… Também gosto muito do Orlando Bloom, bom ator, também é uma gracinha, mas acho que estava acostumada a vê-lo menos medroso. Ele esteve perfeito como Paris, mas sem aquele brilho no olhar de “vamos à luta”, não foi a mesma coisa… ;o)
    Mais uma vez, obrigada!

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