that’s entertainment!

Eu nao tenho nada contra Hollywood, muito pelo contrário. Achei o bairro bonito, com suas incoerências, pobreza e riqueza, belezas e feiuras. E vai me dizer que não dá uma alegria entrar numa rua qualquer e ver de repente as letras H-O-L-L-Y-W-O-O-D no topo do morro? E mesmo o passeio cafonérrimo pela sujíssima Calçada da Fama rende divertimento, relembrando os atores imortalizados no cimento e mármore e seus filmes impressos nas nossas memórias.
Na verdade eu AMO Hollywood, principalmente aquela dos anos 30, antes do imposição do código e até aquela elegante, sisuda, paranóica e patriótica dos anos 40. Amo os musicais, os filmes noirs, os classes B com cenários baratos e atores fenomenais. Também adoro rever todas as tolices superficiais dos anos 50, as modernidades dos 60 e as transgressões dos 70.
Eu quase não vou mais ao cinema. Também não tenho o hábito de alugar filmes. Quase tudo o que vejo é na tevê e a maioria num só canal – o meu favorito Turner Classic Movies [TCM]. Mas não tem um dia em que eu não veja algo que me emocione, me encante, me deixe arrepiada e me faça rir, chorar, viajar num mundo de fantasia e entretenimento sem precisar nem sair da minha cama ou do meu quarto. Isto é Hollywood…….
É Gene Kelly brilhando em An American in Paris, Cary Grant sempre encantador contracenando com a magnífica Katharine Hepburn em Bringing Up Baby, Gary Cooper e o seu charme de bom moço em Sergeant York, William Holden bonitão safadinho dançando no Labor Day com a nunca tão linda Kim Novak em Picnic, o orelhudo Clarke Gable on the road com a bonitinha Caudette Colbert em It Happened One Night. Tantos filmes adoráveis, divertidos, deliciosos, fascinantes, obras-primas. Sunset Boulevard, The Little Shop Around the Corner, The Third Man [produzido pelo maníaco David O. Selznick], Rebecca, Notorious, Citizen Kane, Singin’ in the Rain, Easter Parade, Father Goose, The Great Lie, Cat On a Hot Thin Roof e tantos, tantos, tantos outros!

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