Eu vivo imersa no mundo dos musicais, mulheres glamourosas dos anos trinta com seus vestidos longos de cetim, homens de fraque e cartola, sorrisos colgate, tudo lindo, final feliz. De repente entro no mundo de Amores Perros e fiquei rígida! Assisti ao filme mexicano tensa do inicio ao fim. Chorei, chorei. Avançava as cenas com os cachorros. Que filme! Perdi até o sono, fiquei abalada, arrasada, tremendo, dura. Quando vi os featurettes, me emocionei com o diretor Alejandro González Iñárritu, que primeiro reza, agradece, no final diz que vai sentir muita saudades de todos. Ele diz – só tenho uma palavra para descrever este filme: visceral. Concordei com ele. É a palavra perfeita.

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2 thoughts on “love’s a bitch

  1. Fer, adorei Amores Perros e, assim, que terminou me perguntei se tinha outros filmes do diretor – tive que esperar 21 Grams (o peso de uma barra de chocolates, de cinco moedas de cinquenta centavos, de um beija-flor): ambos, em mim, impactantes, arrebatadores. Sim, além de tudo, Amores Perros tem os extras: visceral! Lindo, supremo… Sobretudo, a frase última: “Porque também nós somos o que perdemos”! (uma dedicatória, nos agradecimentos, que Alejandro Gonzales Inarritú faz ao filho)… Outra coisa, gostei da fotografia do seu Blog – tendendo para o preto-e-branco, monocromática, economia de cores, etc… Quando puder, visite o meu Sétima Arte.

  2. Fer, assisti “Amores brutos” há uns dois anos. Mas também fiquei como você. O filme é tenso, bem feito e com a melhor atuação do Gael García Bernal até hoje. Beijo.

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