The Front [condensado]

Até que não é tão ruim ver um filme ‘começado’. Dependendo do filme, poupa-se as enrolações de praxe e vai-se diretamente para o que interessa – o final. Quantas vezes não vi um filme em vídeo apertando constantemente a tecla forward? No filme começado o forward já vem embutido. Eu prefiro pegar o filme ‘começado’ pela metade, quando a trama já se desenrolou e todos os personagens já mostraram para que vieram. Filmes que já vi inteiros – do começo ao fim, são os melhores pra reassistir no estilo ‘começado’, pois só revejo partes e não fico entediada. Mas a técnica funciona bem com filmes inéditos também. Outro dia peguei um filme com o Woody Allen começado. Era um que eu nunca tinha visto. Lembro de ver o cartaz preto na parede do Cine Jequitibá em Campinas, anos atrás, talvez no final da década de 70, quando esperava no lobby lotado para entrar na sala e ver um outro filme. O título em português era – se não me engano – Testa de Ferro por Acaso. O título original é The Front. No filme, Allen faz um caixa de uma farmácia na década de 50 que usa o seu nome para dar trabalho para os roteiristas de Hollywood que estavam na lista negra do macartismo. Através dele, os listados poderiam continuar trabalhando, o que não era possível acontecer com os atores. Allen em 1976 ainda podia beijar as atrizes sem nos causar nojinhos… [pisc!]. O diretor do filme, Martin Ritt, foi um listado, assim como o comediante Zero Mostel, o roteirista Walter Bernstein e outros participantes do filme. No final, o personagem do Allen se rebela contra o comitê que investigava as atividades comunistas em Hollywwod e vira herói. Um filme começado, com uma hora já passada, mas deu pra acompanhar a história e entender tudinho….

3 thoughts on “The Front [condensado]

  1. É, Fer, a Meg tem razão (como sempre): este post está o máximo. ;^) Eu também adoro ver filmes começados, porque eu fico testando a minha habilidade de adivinhar as tramas e descobrir quem é quem. Depois de já ter visto tantos filmes fica tudo mais fácil, né? Tem tanta coisa óbvia. Ontem eu vi “The Interpreter” com a Nicole e o Sean Penn. O filme é bem legal, eles são ótimos (ele principalmente) e NY é a melhor coisa do filme, mas tem um monte de clichés e a gente que já tem anos de poltrona fica um pouco decepcionado com isso.
    Beijocas!

  2. Ah! e o Zero Mostel, no filme The Producers:-))
    Nojentíssimo. mas engraçado.
    Vc viu? claro, né, ele conquistando as velhotas para darem dinheiro pra peça na Broadway..
    Eu a-do-ro esse filme.
    E o nome: Zero Mostel:-)
    beijocas de domingo.
    Recebi todinhas as fotos, suas, astonishing;-) das locações.
    Vou ver o filme agora.
    Vc é muito demais.
    beijos.

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