Acabei indo dormir super tarde, numa noite de domingo com segundona me aguardando cheia de trabalho, porque não conseguia parar de ver The Merry Widow. Fiquei fascinada pela história e imagens. O filme dirigido em 1925 pelo legendário Erich von Stroheim é um primor. A história do romance entre a bailarina [Mae Murray] e o principe [John Gilbert] tem todos os clichês possíveis, mas é hipnotizante. Os cenários e figurinos são ricos e minusciosos, as interpretações caricatas e exageradas, como é o esperado de um filme mudo de Stroheim. Passei uma semana lendo sobre o filme e os atores. O making of foi tão magnífico quanto o resultado final, com a diva Murray dando xiliques, as brigas dela com o diretor, que enlouqueceu o estúdio gastando os tubos e estendendo as filmagens. Li tudo que encontrei sobre Mae Murray, a famosa mais esquecida de Hollywood, sua ascenção e decadência. E também sobre John Gilbert, uma das paixões de Greta Garbo, que o deixou literalmente plantado no altar. Ela ficou com medo de casar com ele, que acabou morrendo incrívelmente jovem, depois de uma péssima passagem dos filmes mudos para os sonoros. Em The Merry Widow ele está um galã e tanto, contrastando com a aparência asqueirosa do seu primo herdeiro da coroa [Roy D’Arcy], o vilão do filme. Li que Stroheim queria fazer ele mesmo o papel do vilão e só sossegou quando viu a performance de D’Arcy, de monóculos e risada maquiavélica. Ele foi muito bem substituido.

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