Little Miss Sunshine

Acho que eu não tinha assistido a um filme assim tão bom, que eu tenha gostado tanto, do início ao fim, desde que vi Eternal Sunshine of the Spotless Mind. Não é o mesmo tipo de filme, apesar de lidar com o mesmo tema das pessoas comuns, dos sentimentos comuns. Só que em Little Miss Sunshine os protagonistas são uma família – pai, mãe, filhos, avô, tio. E eles são uma família mediana, sem charme, cheia de defeitos, vícios, equívocos. Moram no Novo México, onde o pai [Greg Kinnear] faz paletras de motivação, a mãe [Toni Collette] também trabalha fora e prepara em quinze minutos os jantares com comida comprada pronta servida em pratos de papel e copos de plástico. O avô [Alan Arkin] usa drogas e lê pornografia. O tio [Steve Carell] acabou de tentar o suícidio por causa de um amor não correspondido com um de seus alunos de pós-graduação – ele ensina Proust. O filho mais velho [Paul Dano] lê Friedrich Nietzsche, odeia todo mundo e não fala mais – promessa para entrar na academia aérea. E a filha [Abigail Breslin], barrigudinha, gordinha e ocluda, é fascinada por concursos de miss. Ela é selecionada para o concurso de Little Miss Sunshine e a perfeita família disfuncional parte rumo à Califórnia à bordo de uma Kombi amarela. Tudo acontece durante o caminho, até que eles cheguem em Redondo Beach, Los Angeles. O filme é um road movie clássico, onde coisas vão acontecendo pelo caminho e mudando o destino de cada membro da família. Little Miss Sunshine é uma comédia, mas não apela para os clichês baratos para fazer rir. É inteligente, sensível, sofisticada e – pra mim o mais importante – não caí na armadilha de ter um final comodista e prevísivel. Um filme bom, do começo ao fim!

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6 thoughts on “Little Miss Sunshine

  1. Eu já queria MUITO ver esse filme. Agora então, mais ainda. Passou no festival aqui. Mas em horários dificílimos pra mim (todo horário é difícil pra mim agora, na verdade! hahaha)
    Preciso torcer pra ser lançado aqui ou pelo menos em dvd, pq sem legenda eu não encaro um filme inteiro.
    beijos

  2. Já ouvi falar muito desse filme, tem uma locadora aqui em Brasilia que já tem, em ingles. Não sei se vou conseguir ‘pegar’ todo o filme em outra lingua, mas estou a fim de tentar.
    E seu comentário é pra mim uma avaliação super positiva,querida!
    Beijo

  3. é o meu candidato a melhor filme do ano, so far.
    Até agora eu dou risada quando ouço os acordes de “she’s a freak”. nem sei se esse é o nome certo da música, mas agora já era, estou fascinada.

  4. Me bandeei para o BAM (Brooklyn Academy of Arts) numa bela tarde de quarta-feira pra assistir esse filme e amei de paixão. Que coisa mais gostosa! Sempre tem coisas legais pra ver/fazer no BAM. É a filial novaiorquina do Sudance. O Robert Redford deu entrevista dizendo que, já que boa parte dos agitadores de cinema alternativo dos EUA tinham decidido morar no Brooklyn, nada mais prático que fincar um pezinho na cidade!

  5. Ptz, tou doido para ver esse filme. Pelo seu comentário, me pareceu Junebug encontra The Squid and the Whale, algo bem indepedente (como o primeiro) e ainda muito agradável de se ver (como o segundo).
    Infelizmente, deve mofar até chegar no Brasil – em DVD – se não receber alguma indicação ao Oscar, como acontece com o Napoleon Dynamite.

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