Talladega Nights: The Ballad of Ricky Bobby

Sou eu sempre que escolho e decido que filmes vamos ver no cinema – quando aparece algo que valha a pena ver. Meu marido é um acadêmico, um cara da ciência, um professor de engenharia. Ele tem um gosto bem simples para filmes, ele gosta de coisas engraçadas, mas não precisa ser nada muito sofisticado. Ele gosta de ver filmes que o ajudem a esvaziar a cabeça sempre atolada de trabalho. E ele adora corrida de carros – Formula I, a favorita, Formula Indy e NASCAR. Então naquela sexta-feira ele me convidou para irmos ao cinema ver um tal filme. Eu já tinha pensado em ver o novo do Woody Allen, mas um convite desses vindo dele é tão raro, que nem cogitei, aceitei.
A sala do cinema estava lotada. Vimos um casal de namorados sentar separado – se despedindo antes com um beijinho. A idade média do público ali era vinte anos. Eu estava super cética, fazendo caretas, me preparando para uma pastelada. Meu marido, ao contrário, estava animado e confiante.
O filme era Talladega Nights: The Ballad of Ricky Bobby, um filme completamente demente, com o Will Ferrell e o eterno coadjuvante, amigo feião e bobão do herói, John C. Reilly. Eles são dois red necks completamente estúpidos, que correm na NASCAR. Rick Bobby [Ferrell] é na verdade o número uno da NASCAR. Eles são ultrajantemente burros e toscos. Casam com uma loira burra e oportunista [a mesma, para os dois], comem junk food, e falam tanta besteira, que ficamos na dúvida se gente assim existe de verdade. Será?
Claro que sendo uma pessoa inteligente como sou, entendi que o filme tira uma cascona com os red necks. Seria muito constrangedor se não fosse. E eu confio no Will Ferrell, que faz umas comédias escrotas, depois faz um Woody Allen. Ele é um pouco gritão demais para o meu gosto, mas eu admiro a sua coragem de protagonizar cenas completamente humilhantes, como aquela em que depois de se acidentar e perder a corrida para o esnobe francês, ele sai correndo pela pista de Talladega, vestindo apenas uma cueca, o capacete e gritando:
— I’m on fire! Save me baby Jesus! Save me Allah! Save me Tom Cruise! Use your witchcraft to get the fire off me!

2 thoughts on “Talladega Nights: The Ballad of Ricky Bobby

  1. Hahahaha!
    Forte candidato/a a melhores *lines*:-)
    Também confio e desejo melhores chances ao Will Fewrrel (sindrome do SNL?) que faça coisas onde se saia melhor.
    E principalmente para John C. Reilly, que, na verdade e de verdade é um excelente ator.
    Esperamos que possamos ver por aqui.
    Vc sabe que até hoje não saiu CAPOTE em DVD, por *aqui*
    É , Fezoca, a vida é assim:-)
    beijos, queridONA

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