Depois de semanas sem ir ao cinema, só vendo DVDs em casa, escolhi ver Casino Royale. Mais no intuito de olhar o Daniel Craig do que qualquer outra coisa, saí do cinema tremendamente surpreso e satisfeito. O novo 007 é o melhor filme da série de todos os tempos, melhor até mesmo do que Goldfinger que passou a ser o second best, na minha opinião.
Contando a origem de James Bond como agente 007, aquele que tem permissão para matar, somos apresentados a um Bond extremamente cruel, frio, quase insensível. Ao mesmo tempo que Craig faz o machão à perfeição, ele também deixa transparecer em seu olhar, em momentos mais críticos, a dor, a solidão e um certo desespero que os “ossos do ofício” lhe causam.
Judi Dench como M, a chefe de Bond, está magnífica e chega a ser engraçada em algumas cenas, no melhor estilo inglês, é claro. Eva Green (de quem eu já gostava desde The Dreamers do Bertolucci) está maravilhosa: bonita, sensual, misteriosa, humana, apaixonada e, claro, inconfiável, como toda femme fatale deve ser. Apesar de se redimir, de certa forma, no final, Bond não a perdoa. Eu também não a perdoaria.
O roteiro do filme é um dos melhores dos últimos tempos, especialmente em se tratando de um filme de James Bond, que nunca teve roteiros muito coesos. Um jogo de poquer consegue ser extremamente excitante e uma horrorosa cena de tortura vira o ponto máximo do filme arrancando gargalhadas da platéia. O torturado em questão é James Bond, mind you
Além disso o romance vivido entre o casal protagonista é o mais verossímel e o mais sentido que eu me lembre nesse tipo de filme. E, claro, tem um “quê” de previsibilidade em se tratando de uma série e do ator principal estar estreando no papel.
Falando ainda de Daniel Craig, ele conseguiu o impossível: daqui pra frente, ao pensar em James Bond, pensarei nele e não em Sean Connery. Sinal dos tempos. Bond está mais humano, embora seja um ser extraordinário. Ele sofre mas resiste. Ele sente todos os medos mas os mascara. Vemos a decepção em seus olhos, mas ele reage. In cold blood. Só vendo para crer.
P.S.: Em meio a cenários DESLUMBRANTES o filme culmina em Veneza. Ai, ai… >suspiros<

5 thoughts on “Casino Royale

  1. Moa, querido
    Tenho tantos *casos* e historias* com Sean Connery (namoro com encontro marcado na sessão das duas da terde) ai!
    E o Satâinico (?) Dr. No ai, ai, ai!
    Mas agora eu pergunto: não será a sua maravilhosa e volúvel natureza, e mais Veneza?
    The vest 007?
    Pois então, vamos ver, se você diz que é melhor que Sean connery, aquel iescocês que contracena com Tippi Hendren…etc. etc. etc…. então, só pode se dizer: vamos a veire, vamos a veire:-)
    beijos

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