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Enquanto o Uriel tomava banho para irmos assistir a Waitress no Varsity, eu liguei a tevê que fica definitivasempre no canal TCM pra xeretar o que estava passando e o que iria passar mais tarde. Vi então pelo guide digital que em quinze minutos iria começar Going Hollywood, um filme de 1933, dirigido pelo Raoul Walsh com o Bing Crosby e a Marion Davis. Eu não curto muito o Crosby, mas adoro a Marion Davis e nunquinha que iria trocá-la pela Keri Russell—Felicity.
—Uriel, não quero mais ir ao cinema..
—Mas por quê?
—Ah, sei lá, tô cansada..
Não me arrependi da mudança de planos. O filme é uma pérola. Marion é uma professora de francês numa escola de carolas que num dia muito de saco cheio da vida liga o rádio, que ela tem que manter escondido, e ouve um famoso crooner cantando uma balada romântica. Ela resolve abandonar o emprego frustrante e decide ir atrás do cantor, que acabou de assinar um contrato para trabalhar num filme em Hollywood. Crosby é o tal crooner que namora uma atriz francesa muito da xiliquenta. Marion vai atrás dele e muita coisa acontece. Ela é simplesmente encantadora, com aquela cara de Patsy que a fez famosa. Já ele nunca foi alguém que me empolgou, além do que eu acho que sempre assisti filmes dele mais velho. Nesse filme ele está bem jovem e eu fiquei matusquelando—mas esse Bing Crosby parece com alguém, quem, que? Gente do céu, o Bing Crosby é a versão em miniatura e dos anos 30 do Matthew McConaughey!!

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