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Finalmente I’m Not There do Todd Haynes estreou em Davis e eu fui correndo ver. Fui com my own private Dylan—quem sabe quem é, sabe, né? Pisc!
Pra mim o filme foi um deleite! Até a parte do Richard Gere, que inicialmente parece totalmente desconectada e desincronizada, fez sentido dentro da história. Não é um filme biografia, contando a vida do Dylan. É um filme fantasia, sobre o Dylan, do jeito que eu acho que ele gostaria que a história dele fosse contada, assim fragmentada e impregnada de imagens surreais e poesias. E é também o jeito como nós fãs muitas vezes percebemos o nosso ídolo, com inúmeras caras, personalidades, fases, momentos sublimes e outros nem tanto.
Está tudo lá, apesar de não realmente estar. Adorei reconhecer as letras das músicas do Dylan nos diálogos do filme. Essa parte é só para fanzocos, como eu! Os atores estão todos perfeitos, com destaque para a fantástica Cate Blanchett, que se metamorfoseou num Dylan arrogante, irritado e confuso, como já cansamos de ver e rever em Don’t Look Back.
O filme não dá detalhes, não traz respostas, apenas reafirma o que já estamos cansados de saber—Bob Dylan é tudo, apesar de não querer ser nada. Ele quer compor, cantar, se expressar. E eu quero ouvir o que ele tem pra dizer..

3 thoughts on “I’m not There

  1. Francamente, Fer, isso era tudo o que eu gostaria de saber.
    Apesar de você ser uma *INICIADA* (aliás, fanzoca iniciada, o que não é pra qualquer um) a grande questão é justamente essa: não esperar que seja uma biografia nem linear , nem não linear. E você tirou a palavra que estava faltando em minha boca (aliás em meus dedos hohoho): *fantasia*.
    Por certo , e isso é que se quer de um excelente diretor, que seja criativo e tenha inventividade.
    Quanto à Cate Blanchett – que é uma das minhas “fave” ever – OMG, ela faz a ‘part’-filet-mignon do filme: a de ruptura com as coisas que certamente o aprisionariam, como aconteceu com Joan Baez e outros. É bem o Dylan em Londres, um momento *irado* e definitivo the point of no return (se é que se escreve assim).
    Uma pena que não poderei ver na tela grande, mas assim que lancem o DVD, sou a primeira da fila.
    Mas, Dylan é também *o* Poeta, e disse coisas que plasmaram gerações e gerações (mesmo que ele quisesse isso). Os lyrics become lyric;-)
    No mais, o resto é silêncio. E não queremos mesmo silêncio, queremos é ouvir, não é?
    E depois me diga se aconteceu mesmo o que me contaram, que os fãs ficaram divididos: uma parte adorou, outra parte odiou.
    Os fãs, pois quem não é fã não conta
    Hohoho.
    beijocas
    Meg Lee
    PS. Agora estou mais curiosa para ver o Gere;-)

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