Já estou até vendo o filme: jovem brasileira, recém formada, consegue emprego em uma empresa multinacional e se muda para a Suíça. Tem um relacionamento estável com um jovem suíço e engravida. Mantem contato com seus amigos no Brasil e sua família. Tudo vai às mil maravilhas. Aos três meses da sua gravidez (de gêmeos) ela é atacada por neo-nazistas na saída do metrô. Eles retalham seu corpo e escrevem a sigla SVP (do partido do povo da Suíça, ou coisa parecida) em suas pernas. Quando a liberam ela vai para um banheiro público e tem um aborto.
A notícia corre o mundo.
Alguns dias depois a polícia suíça declara que a jovem não estava grávida e, portanto, não havia abortado. Declaram também que suspeitam que ela tenha se auto-mutilado pois todos os cortes foram superficiais, nenhum deles em partes do corpo muito sensíveis e todos ao alcance de suas próprias mãos. Além de tudo são cortes muito simétricos.
A notícia corre o mundo novamente.
Ainda não sei qual o terceiro ato dessa história mas me lembrei da Lindy Chamberlain, a australiana que declarou que um dingo havia pego seu bebê num acampamento no interior da Austrália e como não se encontrava o corpo ou qualquer outra prova concreta ela acabou sendo presa por anos antes de ser inocentada. História real que virou o filme A Cry in the Dark com Meryl Streep fazendo o papel de Lindy. É de cortar o coração.
Se não me engano já estão fazendo um filme sobre a história do Jean Charles, o brasileiro que foi morto por um policial inglês no metro de Londres, confundido com um terrorista (ou coisa parecida, nunca leio as notícias com muita atenção). Quanto tempo até que a história dessa brasileira vire filme?
A vida imita a arte? A arte imita a vida?

3 thoughts on “Cena de filme

  1. Ontem li que a moça brasileira inventou tudo. Que não estava grávida e que foi a própria quem se cortou. Não sei se será verdade ou mentira, mas li numa revista com alguma credibilidade por aqui… E se for verdade, é ainda mais louco.

  2. Eu acho que a frase que ficou famosa é: “The dingo took my baby!” E não foi só nos Estados Unidos, na Austrália também, só que lá foi por causa da Lindy verdadeira. Eu morro de dó dessa mulher.
    Quanto à brasileira na Suíça… será que foi isso mesmo? Grana? Que maluquice… Vamos esperar para ver como a história acaba.
    Beijo, ainda de férias! (Don’t envy me! Hehehe)

  3. Que historia maluca a dessa moça. Agora li que ela estava mesmo era planejando pegar uma grana de indenizacao do governo suiço, caso ela fosse considerada vitima dos skinheads.
    Moa, eu nunca vi esse filme do casal australiano, mas uma americana um pouco mais velha que eu uma vez me contou numa conversa que uma frase que a Meryl fala no filme virou cult entre a moçada aqui e todo mundo falava a frase com sotaque australiano. Sabe aquelas frases que pegam e fica todo mundo repetindo? No caso era:
    –A dingo ate my baby!
    Ha ha ha ha! Desculpa, mas toda vez que ouço a palavra dingo, lembro dessa historia e fico rindo quenembesta!
    beijooo,

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