Diretores Favoritos #1 – Pedro Almodóvar

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Pedro Almodóvar não é o meu diretor favorito número 1. Mas é sobre ele que eu quero falar primeiro. Comecei a gostar dos seus filmes depois dele já ter estourado com Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos. Mas não foi esse filme que me fez colocá-lo na lista dos prediletos. Foi só depois de Todo sobre mi madre, de 99 que eu me encantei de fato com suas histórias trágicas, cômicas, emocionantes e inesquecíveis. Hable con ella, o filme seguinte, me pareceu à época ainda melhor, mas hoje não consigo sequer pensar em ver as cenas de touradas.
De qualquer forma, de todos os seus filmes, incluindo La ley del deseo, que é fantástico, o melhor de todos para mim é La mala educación que eu já revi inúmeras vezes e nunca me canso. É uma história de paixão pelo cinema, quando a sétima arte é usada como forma terapêutica para sarar os traumas e armar vinganças. Adoro de paixão!
Hoje, mais uma vez, saí do cinema inebriado, “babando” com a inventividade e capacidade de transformar um monte de clichés em uma história original e hipnotizante. La piel que habito marca o reencontro de Almodóvar com seu ator fetiche predileto (pelo menos no início da carreira), Antonio Banderas. Banderas só deveria fazer filmes em espanhol, de preferência com Almodóvar pois ele está magnífico no papel do médico a la Frankenstein, obcecado, apaixonado, vingativo e, no final das contas, “doido de pedra”.
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A história desse filme me fez lembrar também de algumas cenas de Death Becomes Her (A Morte Lhe Cai Bem) com Bruce Willis retocando a pele de Meryl Streep. Só que no caso de Almodóvar é algo tragicômico, e o drama é levado tão a sério que chega a emocionar.
Enfim, como é bom saber que um diretor que já fez tanta coisa boa não secou a fonte e continua se superando a cada novo trabalho. Quero mais!!

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