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Depois de assistir o novo filme da HBO The Girl, sobre o relacionamento do mestre Alfred Hitchcock e sua “descoberta” Tippi Hedren, não consigo parar de pensar nos dois.
É verdade que eu gosto dessa história há muito tempo. Desde que vi The Birds a primeira vez e, algum tempo depois, Marnie fui “fisgado” pela beleza, charme, classe e presença de Tippi Hedren. Sempre soube que ela não era uma atriz experiente e, provavelmente, muito do que a gente vê nos filmes é mérito do velho Hitch que, mesmo considerando atores como “gado”, sabia tirar o melhor de cada um. Ainda assim, quando a gente assiste o famoso “screen test” que Hitchcock fez com Tippi antes das filmagens do primeiro filme, a gente nota claramente como Tippi sabia se portar diante de uma câmera, como se sentia confortável naquela situação e como a câmera adorava captá-la. Durante o teste rola muita improvisação também e, diferentemente do que se vê no telefilme da HBO, Tippi parecia estar totalmente em controle da situação.
Enfim, eu acho totalmente plausível a versão contada neste novo filme para todas as torturas às quais o velho mestre submeteu sua nova obsessão. Não dá pra negar que ele tinha um “quê” de sádico já que todos os seus filmes lidam com situações mórbidas, perigosas e o prazer que ele queria nos fazer sentir era sempre ligado à possibilidade de dor, morte, humilhação, prisão, perseguição, culpa, obsessão etc.
É também fato que se a gente (eu em particular) gosta tanto desses filmes é porque tem um pouquinho disso na gente também, né? Verdade seja dita.
O mais legal disso tudo é saber que hoje Tippi é mais velha do que Hitch era quando faleceu. É saber que embora ela não tenha tido uma carreira brilhante em Hollywood conseguiu construir um maravilhoso santuário para grandes gatos e outros animais. Como disse Camille Paglia no livro “The Birds”, em que analisa o filme em maravilhosos detalhes, “De todas as estrelas de Hitchcock, Tippi foi a única a descobrir o MacGuffin! E nesse embate particular com Hitch, Tippi teve a palavra final.”
P.S.: Se você não sabe o que é “MacGuffin”, eu conto outro dia. Ou então pergunte ao Dr. Google. 😉
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To Rome with Love—um filme constrangedor, confuso, sem graça e chato. Acho que foi o pior Woody Allen que já vi. E ainda sentei na frente de um casal pentelhissimo, ele pernudo dando chutes nas costas da minha cadeira. E comentavam entusasmados cada ponto turistico que aparecia no filme. Um por um. [aaaahhhh!]
—WE WERE THERE!
—sim, chatorongos, vocês estiveram em Roma! Vocês, a torcida do Corintians, do Flamengo e do 49ers.
Tive que mudar de lugar.

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Posso dizer que o Pinterest virou meu novo vício, ou melhor um hábito. Ou ainda melhor, uma imensa diversão quando eu entro numa bolha do tempo e fico colando fotos de atores e atrizes que eu gosto na parede do meu quarto. Só que essa parece é virtual e eu faço de onde quiser, além do que não há limite de espaço e posso colocar quantas fotos eu quiser e depois ficar olhando, olhando. São todos lindos, talentosos e são da época ultra glamurosa de Hollywood. Meu Pinterest dos ★ super stars ★!

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Um cara da classe trabalhadora, de uma cidade no interior da Inglaterra, se muda, após a guerra, para uma cidade maior e mais rica, para trabalhar na prefeitura. Ele tem 25 anos e é bastante ambicioso. Entra para um grupo teatral e conhece uma jovem atriz, filha do homem mais rico da cidade. Ela já tem um namorado que pertence, claro, à outra família mais rica da cidade. No grupo teatral ele também conhece uma mulher mais velha (35 anos), casada mas muito infeliz no casamento. Logo eles ficam amigos e a conversa entre eles flui maravilhosamente. Ele conta para sua amiga que quer se casar com a rica e ela o encoraja a conquistar a garota.
Com a convivência, os dois amigos acabam se apaixonando e vivem um romance inesquecível e envolvente, daqueles que entram para a história do cinema e a gente nunca mais esquece. As cenas entre eles são realmente memoráveis. As trocas de cigarro, o passeio na praia debaixo de chuva forte, os closes em seus olhos…
Obviamente, há forças externas mais poderosas do que esse amor que os une: o marido dela (que embora não a ame e tenha várias amantes, não aceita o divórcio), a ambição dele em ficar rico e subir de classe, o fato dele engravidar a menina rica, o pai da menina rica e um final trágico e, talvez, esperado.
O filme é Room at the Top, dirigido pelo magistral Jack Clayton em 1959, que deu o Oscar à brilhante Simone Signoret como a amante “mais velha” do jovem Laurence Harvey.
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Sobre Harvey, posso dizer que foi uma espécie de Jude Law dos anos 50 e 60. Lindo e talentoso. Dentre seus filmes, os que vi (e adoro), cito The Manchurian Candidate (talvez sua melhor atuação) e Butterfield 8, ao lado de Elizabeth Taylor. Agora somo Room at the Top, que é fascinante, embora o final não tenha me agradado muito.
Próximo passo: assistir a outros filmes de Laurence Harvey: Darling que deu o Oscar a Julie Christie e também conta com Dirk Bogarde e, Summer and Smoke baseado em texto de Tennessee Williams, com Geraldine Page.
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Me enchi de expectativas com relação a esse filme, pois acho o Nigel Slater super classudo. Talvez a leitura da sua auto-biografia fosse mais interessante, mas o filme é apenas bonitinho. A trama é cheia de clichês e resoluções óbvias, arrematando tudo num final completamente ridículo e sem muita sequência lógica. Fiquei muito decepcionada. Sem falar que com exceção da Helena Bonham Carter, que faz a madrasta cleaning & cooking freak do Nigel, todos os outros atores estão bem chatinhos e caricatos. Não gostei.
A história se divide praticamente em duas partes. A primeira relata a relação de Nigel com a mãe adoentada e apática, que não sabia cozinhar e preparava todas as refeições da família a partir de latas requentadas em banho-maria. Quando tudo dava errado na cozinha, o jantar acabava sento torrada [toast] com leite ou chá. Nigel tinha fome de ingredientes frescos e comida saborosa. Ele também queria cozinhar e sua primeira experiência foi fazer um espaguete a bolognesa, que pareceu uma comida marciana na mesa daqueles ingleses. Quando a mãe morre, ele tenta cozinhar para alegrar e conquistar a amizade do pai. Nigel com a mãe

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Na segunda parte do filme aparece a diarista maníaca que vai acabar casando com o pai e virando a madrasta de Nigel. Ela é ultra competitiva, cozinha e limpa como uma louca e entucha o marido de comida, que no inicio se empanturra, comendo tudo o que não comeu nos anos do casamento anterior. Nigel tenta competir com ela, fazendo delicias na aula de economia doméstica da escola. Mas ele precisa se esforçar muito, principalmente quando decide reproduzir [sem receita] a obra-prima da madrasta—a torta de limão com merengue.
O filme termina abruptamente com o pai morrendo e Nigel saindo de casa para ir trabalhar num restaurante. Tudo assim meio sem pé nem cabeça. TOAST tinha tudo para ser um filme super bacana, contando a história de um grande nome da gastronomia inglesa moderna, mas acabou sendo apenas um filme bonitinho. E um tantinho irritante. Nigel com a madrasta

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