Um filme que eu vi no cinema em agosto de 2000. Já revi na tv e por isso Vale a Pena Ler de Novo!
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Steve é um cara bacana, maneiro, carismático, seguro de si, frio e totalmente popular com as mulheres. Steve é Steve MacQueen, Steve Austin e Steve McGarrett… Quem não é Steve, é apenas um mero Zé, um ‘dude’.
Essa é a doutrina básica da filosofia do Tao do Steve – um apanhado de conceitos copiados de outros filósofos e outras filosofias e amarrados juntos com o único intuito de fazer dos Steves um Don Juan. O autor e mais fanático praticante da teoria do Tao é Dex (Donal Logue), um gordinho professor de pré-escola, que passa seu tempo trabalhando meio-período com as crianças, jogando e conversando com os amigos, fumando maconha e seduzindo todas as mulheres que por ventura passarem pela sua frente.
A turma de Steves está sempre junta, tomando cerveja, jogando bilhar, baralho, fresbee ou socializando em festas. Quem é Steve sabe que é. Quem não é Steve não tem a menor idéia que não é. E não sabe que está agindo de maneira totalmente errada com as mulheres. Um dude não entende a funcionalidade dos preceitos do Steve na arte da sedução. Cabe aos Steves aconselhar esses amadores e desfazer todos os equívocos e estereótipos da conquista, aplicando somente um conjunto de regras simples. De acordo com o Tao, a técnica para a sedução perfeita consiste de três movimentos básicos: Nunca deixar transparecer que deseja levar a mulher para a cama; sempre demonstrar excelência em alguma atividade; retirar-se estrategicamente após os primeiros encontros. Seguindo essas regras, o sucesso com as mulheres será garantido e Dex é o exemplo real que o Tao do Steve realmente funciona.
“Tecnicamente um sujeito feio e gordo como eu não deveria estar transando com ninguém, não é mesmo? Mas eu estou traçando todas!”
Dex vai a reunião de dez anos da sua faculdade e encontra a motoqueira e design da Ópera da cidade Syd (Greer Goodman), de quem ele não se lembra. Mas Syd lembra-se de Dex. Eles acabam tendo que dividir um carro e iniciam uma relação que vai abalar as estruturas do Tao do Steve.
Este é o longa metragem de estréia da diretora Jenniphr Goodman que encantou o público no Sundance Film Festival de 2000. Duncan North escreveu o roteiro autobiográfico, que foi transformado em comédia romântica pela sua amiga Goodman. Tudo no filme cheira a amadorismo, mas o resultado é surpreendente. A atriz que faz Syd é a irmã da diretora e o elenco circula pela paisagem árida e arquitetura típica da cidade natal de Goodman e North: Santa Fé, no Novo México. Diferente da filosofia do Steve, com The Tao of Steve tudo funciona perfeitamente bem, do começo ao fim, na instigante arte de nos seduzir pelas imagens do cinema.
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Hoje estréia nos cinemas o novo filme do Adam Sandler.
Adam Sandler??????
Sim, além dele, o filme traz a Winona ‘busted’ Ryder no elenco [não sei se estar num filme com o Sandler ajuda ou afunda de vez com a carreira dela].
Bom, esse novo filme do Adam Sandler chama-se Mr. Deeds e é um remake do filme de 1936 do diretor Frank Capra, Mr. Deeds Goes to Town.
Sandler faz o papel que foi de Gary Cooper.
Eu juro que vou tentar ignorar esse filme, com todas as minhas forças…..

Porque Minority Report é um filme do Steve Spielberg e tem o Tom Cruise no papel principal, já ficou todo mundo naquele frenesi pra ver o que iria rolar. Confesso que eu também fiquei animada. E saí do cinema um pouco decepcionada, pois estava esperando um outro tipo de trama. Fiquei até um pouco chocada com a banalidade da estória.
Mas o filme vale o ticket. É divertido, muito bem feito, a parafernália da cenografia futurista está caprichadíssima, os atores estão bons e a música incidental do John Williams ajuda a deixar você na beira da cadeira o tempo todo. O único problema é a estória, que é apenas mais um clichê de thriller policial de suspense.
O detetive John Anderton [Tom Cruise] é chefe de uma divisão especial de prevenção de crimes no ano 2054. Ele é um obcecado pelo trabalho que faz, em parte devido à tragédia que destruiu a sua família, quando o filho foi seqüestrado e morto. Ele trabalha no bem sucedido programa Pre-Crime, onde eles usam três pessoas paranormais, filhos de experiências genéticas e país drogados chamados Pre-Cogs, que podem prever o futuro. Eles vêem os crimes antes que aconteçam e ajudam os policiais a preveni-los. O crime premeditado foi eliminado completamente através desse programa.
Mas as eleições estão chegando e um auditor do F.B.I. [Colin Farrell] é enviado para tentar achar falhas no programa. O diretor do projeto [Max von Sydow] está preocupado em manter o Pre-Crime funcionando e o detetive Anderton acaba vendo a premonição de um crime que ele irá cometer e acaba se tornando vitima do sistema, em que ele acreditava cegamente. Claro que ele está sendo traído por alguém que ele confiava [não posso dizer mais nada, pois senão vai ficar muito fácil adivinhar o final].
O detetive vai tentar provar sua inocência e no caminho vai descobrir que o sistema não é mesmo perfeito e que comete um monte de injustiças. Até o final Spielberguiano, vamos ver muitas cenas de ação que poderiam estar em qualquer filme do diretor John Woo.
Minority Report é o Metropolis desse novo século. Com a diferença que Spielberg pôde usar recursos técnicos inacreditáveis, ter o quase quarentão Tom Cruise no elenco e ousou encher o filme de merchandising. Perdi a conta de quantos: relógios Bulgary, American Express, The Gap, Ben & Jerry’s. E ainda eu juro que vi o diretor Cameron Crowe numa ponta, lendo um jornal high-tech no metrô, numa das primeiras cenas de fuga do personagem do Tom Cruise. Divertido! Mas quantas vezes nós já não vimos essa mesma estória ser contada de maneira mais simples ou diferente??

Alguns atores são quase sempre assustadores. Já repararam nisso? Mesmo que o Jack Nicholson ou o Robert De Niro estejam fazendo papéis de bonzinhos em algum filme, fica sempre a sensação de que eles vão mudar de uma hora pra outra e pular na garganta do primeiro que aparecer na frente. Sei lá, eu gosto deles. Mas me dão medo.
Agora à tarde tava zapeando pelos canais a cabo e me deparei com um filme que eu tinha visto o início e numa terminado de ver. Hoje peguei, mais ou menos do ponto onde tinha parado de ver e vi dali em diante. “O Silêncio do Lago” (The Vanishing) com o Kiefer Sutherland, Nancy Travis e Sandra Bullock em ponta de iniciante. O principal da história, entretanto, é que o Jeff Bridges faz o bandido, o vilãozão do filme, bem ao estilo Jack O Iluminado ou De Niro Cabo do Medo. Foi quando comecei a pensar que em geral, mesmo quando o Jeff Bridges faz papéis de malvado, de bandido, ainda assim ele é tão agradável, tão querido. Bem, nesse filme em particular ele está detestável, mas não me dá a mesma sensação “desagradável” dos outros dois. É mais ou menos como dois outros queridões que são sempre tão bons de se assistir: Kurt Russel e Dennis Quaid. Quem não gosta deles?
Eu lembro do Jeff Bridges em “Jagged Edge” cujo título em português eu não lembro, com a Glenn Close de advogada dele. Ele tava um charme. Era vilão, mas disfarçou direitinho até o final do filme. Lembro dele tocando piano pra Michelle Pfeiffer em “The Fabulous Baker Boys”, mas esse filme é mais da Michelle do que dele. E lembro de um filme que ele fez com a Sally Fields e o Arnoldão ainda nos tempos de alterofilista. Não vi o filme inteiro, foi um desses que peguei aos pedaços na tv, mas lembro do Jeff Bridges novinho, dançando meio bêbado no meio de uma roda de pessoas e ele pulava e seus cabelos dançavam como uma cortina sobre seu rosto. Eu que tenho minhas taras por cabelos fiquei caidão! :^))))) Tem tanto filme bom com ele que nem dá pra falar de todos. Vamos procurar a filmografia?
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Acabei de descobrir que o Jeff tem um site official! Dêem uma olhada. É bem maneiro e tem a filmografia completa dele: www.JeffBridges.com

Os filmes ‘quentes’ do final de semana aqui são :
The Bourne Identity com o Matt Damon fazendo um super espião que perdeu a memória. Sua partner no filme é a atriz alemã Franka Potente, de Run, Lola, Run. O diretor Doug Liman fez todas as filmagens carregando ele mesmo a câmera nos ombros.
Scooby-Doo, com Shaggy [Salsicha], Velma. Fred e Daphne. Os atores estão muito bem caracterizados e o cachorro é feito com animação de computador. Eu queria ver o filme [daqui umas semanas…] somente porque Scooby-Doo era um dos meus desenhos favoritos quando criança. Mas eu estou lendo que o filme é uma bomba….
E na proxima semana a expectativa está no novo filme futurista do Steve Spielberg Minority Report, com o Tom Cruise, que está na capa de todas as revistas, mostrando seu sorriso aparelhudo.

“Little Joe never once gave it away
Everybody had to pay and pay
A hussle here and a hussle there
New York City’s the place where they said, Hey babe
Take a walk on the wild side
I said, Hey Joe
Take a walk on the wild side”
Em 1950 enquanto a Fox lançava sua comédia dramática “All About Eve” (A Malvada) sobre os bastidores da Broadway, a Paramount lançava a melhor comédia dramática de humor negro sobre os bastidores de Hollywood jamais feita. Sob a direção de Billy Wilder, “Sunset Blvd” (Crepúsculo dos Deuses) é ainda hoje considerado um dos melhores filmes de todos os tempos e, definitivamente, a mais mordaz crítica à fama, ao cruel sistema de estrelas e a quão fugaz e superficial Hollywood pode ser.
Em “Sunset Blvd” William Holden faz um roteirista à beira da falência que não consegue nem pagar as prestações do seu carro. Sem conseguir um único contrato ele está fugindo de cobradores em seu carro quando vai parar, acidentalmente, na entrada de uma mansão aparentemente abandonada em Sunset Boulevard, Hollywood. E de lá ele só sairá morto. Aliás, esse é o início do filme. A primeira cena é William Holden morto em uma piscina. E ele conta sua história em flashback.
Na tal mansão moram Norma Desmond, magnífica e grandiosamente interpretada por Gloria Swanson, e seu mordomo Max, interpretado por Erich Von Stroheim. Stroheim foi um dos diretores de Gloria Swanson quando ela era a grande estrela do cinema mudo. E em “Sunset Blvd” Norma Desmond é uma estrela decadente de filmes mudos que está planejando seu retorno às telas. Ela sonha que Cecil B. De Mille a quer para interpretar “Salomé” que ela mesma está escrevendo. Quando Norma descobre que Joseph (Joe) Gillis é um roteirista desempregado ela o contrata para reescrever seu roteiro. O mordomo a auxilia e a armadilha está feita.
Obviamente Joe vira um gigolô barato ao aceitar as condições de viver naquela mansão, ganhando roupas, status e comida em troca de favores sexuais. Norma vive de ilusões alimentadas por seu mordomo (que na verdade é seu terceiro marido e ex-diretor). As paródias à vida real são incríveis. Gloria Swanson parece interpretar a si mesma em grandiosidade e estrelismo. A certa altura Joe e Norma assitem a um filme mudo (interpretado por Norma, é claro) que foi, na verdade, dirigido por Von Stroheim – “Queen Kelly”, um dos melhores filmes mudos de Gloria Swanson que eu tive o prazer de assistir em cópia restaurada no museu do Louvre, em Paris.
A quantidade de frases inesquecíveis, proferidas por Norma Desmond, é incrível. Quando Joe a conhece ele diz para Norma que se lembra de como ela era grandiosa, “big”! Norma, prontamente, responde, “I’m still big. It’s the pictures that have gotten small!” Ao reescrever o roteiro de “Salomé” que Norma escreveu, Joe pensa em acrescentar algum diálogo, cortar algumas cenas e Norma pergunta a razão dos diálogos, “Whatelse do we need except from my eyes?” Seu ego é tão inflado que ela não percebe sequer sua realidade. Ao final, quando é levada pela polícia, Norma se entrega às câmeras dos jornalistas como se estivesse num set de filmagens, pronta para seu último close up.
Corta. Final da década de 60. Em Nova York Andy Warhol e sua trupe de artistas funda a Factory, uma verdadeira “fábrica” das artes (fotografia, cinema, pintura, música). Ali, na Union Square em Nova York, Warhol estava rodeado de gente como Lou Reed, o grupo Velvet Underground, Paul Morrissey, um monte de travestis como Candy Darling, Holly Woodlawn e uma série de outros “Superstars” (termo cunhado por Warhol). Entre os filmes de Warhol alguns são antológicos e inassistíveis como, por exemplo, “Sleep” onde ele filma o sono de um cara por oito horas. Isso é o filme. Outro, “Empire State” é a fachada do famoso arranha-céu, filmada durante não sei quantas horas. Tem ainda “Blow Job” com a câmera, o tempo todo em close up, filmando um cara quer recebe os “serviços orais” de alguém que a platéia sequer sabe quem é. O filme todo é apenas as reações do tal cara. Em close up.
Um belo dia Warhol e Morrissey notaram um cara que trabalhava como segurança/porteiro da Factory. Era Joe Dallesandro. Little Joe, como ficou conhecido mundialmente (ele é bem baixinho) se transformou na maior das Superstars da Factory e foi a estrela da trilogia “Flesh”, “Trash” e “Heat” que Morrissey filmou entre 68 e 72. O orçamento era sempre muito baixo e a qualidade técnica muito fraca. As interpretações eram sempre improvisadas e os “atores” interpretavam a si próprios o tempo todo. A fotografia é ruim, os cortes são primários e os enquadramentos nada acadêmicos. As histórias então… Em “Flesh” Joe é um garoto de programa, casado e com uma filhinha, que tem que passar o dia na rua para conseguir dinheiro para o aborto de uma “amiga” da sua mulher. Em “Trash” Joe mora com um travesti hilariante e eles vivem a catar lixo (móveis velhos, roupas, aparelhos domésticos…) e tudo o que Joe pensa é em se drogar. Algumas cenas são impressionantes e repugnantes até hoje tal a crueza com que foram filmadas.
Notem que a maioria das pessoas não consegue se divertir com esses filmes hoje em dia, mas eu acho todos “um barato”! Diversão pura, principalmente quando se tem a noção exata do que se passava por trás das câmeras e quando a gente entra no clima underground do filme.
O sucesso desses filmes foi tal (“Flesh”, por exemplo, competiu entre a crítica especializada com “Midnight Cowboy” que é a versão hollywoodiana da mesma realidade underground novaiorquina), que Morrissey resolveu caprichar um pouco mais com “Heat”. Nesse filme, Joe é um ator de TV que anda desempregado e sem grana. Sylvia Miles é uma grande ex-estrela aposentada e acaba “adotando” Joe em sua mansão californiana, no mesmo estilo “Sunset Blvd” de Norma Desmond e Joe Gillis. As semelhanças no roteiro dos dois filmes são poucas, e a atmosfera bem distinta, mas é quase impossível não comparar um com o outro. É como se “Heat” fosse a versão softporn de “Sunset Blvd”, com direito a tiros na piscina e tudo o mais. As estrelas não poderiam ser mais distintas, mas igualmente glamourosas em suas “especialidades”. Gloria Swanson uma verdadeira estrela da primeira grandeza e Sylvia Miles uma paródia perfeita, com uma presença “trash” tão hipnotizante quanto Swanson. William Holden, ator oscarizado, aclamado, brilha como o gigolo de classe, mas Joe Dallesandro rouba todas as atenções com sua naturalidade, espontaneidade e a aura de verdadeiro objeto sexual. Ele está ali para ser usado. Fala pouco, não sorri e apenas se expõe. Quem pagar mais leva, exatamente como na canção de Lou Reed.
Um boa sessão pipoca é alugar Sunset Blvd e Heat e assistir um seguido do outro. Infelizmente isso só pode ser feito nos Estados Unidos já que nenhum dos dois filmes está disponível nas locadoras brasileiras.